Economia
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O Ceará manteve a vice-liderança nacional na exportação de calçados entre janeiro e julho de 2026, com US$ 84,8 milhões e 15,7 milhões de pares embarcados — atrás apenas do Rio Grande do Sul. O estado responde por cerca de 19% do valor exportado pelos cinco principais polos fabricantes do país e mantém 64,9 mil postos de trabalho diretos na cadeia produtiva.
A queda nas vendas à Argentina — recuo de 84,6% no período, de US$ 17,6 milhões para US$ 2,7 milhões — foi compensada por avanços em outros destinos. Dados do MDIC mostram crescimento nos mercados da América Latina e da América do Norte:
US$ 11,0 milhões (+1,6%);US$ 3,4 milhões (+14,2%);US$ 2,6 milhões (+7,3%);US$ 1,8 milhão.Pelo Condec e pela Adece, o estado aprovou Protocolos de Intenção com 10 indústrias do setor. O pacote prevê mais de R$ 140 milhões em aportes e a criação de 4.100 empregos diretos, espalhados por municípios como Irauçuba, Granja, Pedra Branca, Baturité, Porteiras, Mauriti, Brejo Santo, Itapajé e Pentecoste.
O secretário da SDE, Fábio Feijó, avaliou o momento com otimismo e creditou a atração de fábricas à articulação do governo estadual.
“Mesmo frente às oscilações e pressões do mercado global, os números demonstram a robustez e a competitividade do nosso polo calçadista. O Ceará continua sendo um porto seguro para investimentos e referência nacional em produtividade e qualidade”, declarou.
Segundo ele, a interiorização de mais de 4 mil postos de trabalho reflete o alinhamento estratégico com o Governo Federal para garantir incentivos e segurança jurídica ao setor.