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Câmeras com IA ajudam polícia em 292 casos em Fortaleza

Segundo a SSPDS, o teste com 400 câmeras não tem custo para o Estado e envolve 26 unidades das polícias Militar e Civil.
câmeras com inteligência artificial em Fortaleza
Ainda segundo a SSPDS, a Pax não tem acesso às bases de dados dos cidadãos. (Foto: Governo do Ceará)

Câmeras integradas a um sistema de inteligência artificial (IA) apoiaram as polícias do Ceará em 292 casos em Fortaleza entre 17 de agosto e 17 de outubro. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Os casos envolvem prisões, recuperação de veículos roubados e localização de pessoas desaparecidas.

Em 61 dias de operação, a média foi de quase cinco casos com resultado por dia.

Roubo é o crime mais frequente

O balanço considera os casos em que foi possível identificar o tipo de crime. Veja a participação de cada um:

  • Roubo: 34%
  • Homicídio, incluindo tentativas: 16%
  • Tráfico de drogas: 15%
  • Furto: 9%
  • Crimes sexuais: 5%
  • Violência doméstica: 2%

Segundo a SSPDS, 26 unidades das polícias Militar e Civil registraram resultados com a ferramenta. Também usaram o sistema a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e a Coordenadoria de Inteligência (Coin).

Como funciona o sistema

Hoje, Fortaleza tem 400 câmeras inteligentes instaladas. As imagens são cruzadas com outras bases de dados do Estado e geram alertas para os policiais.

Segundo a secretaria, o sistema permite buscas que vão além da leitura de placas e do reconhecimento facial. Também pode localizar pessoas procuradas sem que haja uma busca prévia direcionada a elas.

Teste sem custo para o Estado

A tecnologia é fornecida pela Pax, empresa brasileira de IA para segurança pública. O teste foi formalizado pelo Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 006/2026, assinado com a SSPDS.

Durante o período de teste, os custos ficam com a empresa. De acordo com a secretaria, os próprios policiais operam a plataforma. Os dados ficam sob custódia do Estado e armazenados no Brasil. Todas as consultas são registradas e podem ser auditadas.

Ainda segundo a SSPDS, a Pax não tem acesso às bases de dados dos cidadãos. A empresa tem a certificação ISO/IEC 27001:2022, norma internacional de gestão da segurança da informação.

O primeiro teste da ferramenta no Ceará foi na ExpoCrato. Segundo a pasta, 19 pessoas foram presas com apoio do sistema durante o evento.

Alerta levou à prisão na Beira-Mar

Um dos casos citados pela SSPDS ocorreu na tarde de 7 de setembro, na Avenida Beira-Mar.

Segundo a secretaria, o sistema identificou na multidão um homem com mandado de prisão em aberto por regressão de regime e emitiu um alerta. Policiais militares foram até o local, e o homem tentou fugir entrando no mar.

Uma aeronave da Polícia Militar foi acionada e o localizou enquanto ele nadava. Ele foi levado à delegacia para o cumprimento do mandado.

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