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Wellington Dias apresenta programa Acredita em agenda da ONU

Ministro destacou ações brasileiras de combate à fome e de inclusão socioeconômica em Nova York.
Wellington Dias ONU
O ministro destacou o programa Acredita no Primeiro Passo, iniciativa voltada a pessoas inscritas no Cadastro Único. (Foto: Reprodução)

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Durante a agenda, ele apresentou o programa Acredita no Primeiro Passo, voltado à inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único. O ministro também destacou políticas de combate à fome, qualificação profissional e geração de emprego.

Programa busca aproximar proteção social e autonomia

O Acredita no Primeiro Passo foi apresentado como uma estratégia para conectar a transferência de renda, a qualificação profissional e as oportunidades de trabalho.

A proposta é que as políticas de combate à pobreza não se limitem ao atendimento emergencial. O objetivo é oferecer condições para que as famílias avancem em direção à autonomia financeira, com acesso a capacitação, crédito e oportunidades de inserção produtiva.

Durante a agenda internacional, Wellington Dias destacou que o programa integra as ações do Governo Federal voltadas à inclusão socioeconômica de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Combate à fome é início da inclusão

Em sua fala, o ministro afirmou que o combate à fome deve ser compreendido como o primeiro passo de uma política mais ampla de desenvolvimento social.

“A experiência do Brasil tem como primeiro passo a meta de alcançar pessoas em vulnerabilidade e tirar da fome. A ideia é que tirar da fome não é o fim, mas é só o começo”, afirmou.

Dias citou o Bolsa Família como uma das principais ferramentas de transferência de renda e ressaltou que o programa também está associado a compromissos nas áreas de saúde e educação.

Entre as obrigações mencionadas estão:

  • acompanhamento de saúde;
  • vacinação;
  • assistência às gestantes;
  • acompanhamento educacional das crianças e adolescentes.

Qualificação é associada à geração de empregos

O ministro também relacionou o crescimento econômico registrado no Brasil desde 2023 às políticas de qualificação e inclusão produtiva.

Segundo Wellington Dias, a combinação entre formação profissional e demanda do setor privado contribuiu para que beneficiários do Bolsa Família ocupassem grande parte dos novos postos de trabalho.

“De 2023 para cá o Brasil vem tendo crescimento econômico. E o plano é que o Desenvolvimento Social seja parte estratégica do desenvolvimento econômico”, declarou.

Ainda de acordo com o ministro, 85% dos novos empregos foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família. O dado foi apresentado durante o evento, mas não foi detalhado na declaração divulgada sobre a metodologia ou o período considerado.

Agenda tratou de juventude e tecnologia

Além do combate à fome e da inclusão socioeconômica, a participação de Wellington Dias na ONU incluiu discussões sobre negócios sociais, juventude e tecnologia.

A agenda ocorreu entre os dias 21 e 23 de setembro, durante a programação da Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro também contou com a presença do Nobel da Paz de 2006.

Como copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o ministro levou a Nova York iniciativas brasileiras e defendeu a ampliação da cooperação internacional, do financiamento e das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da insegurança alimentar.

Brasil defende cooperação internacional

A participação brasileira na ONU ocorre em um contexto de debate sobre o financiamento de políticas de combate à fome e à pobreza no mundo.

A posição apresentada pelo governo brasileiro é de que a proteção social deve estar conectada a políticas de desenvolvimento, geração de renda e inclusão produtiva. A estratégia também busca integrar governos, setor privado e organizações sociais.

Para Wellington Dias, a experiência brasileira pode contribuir para a construção de políticas capazes de atender pessoas em situação de vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades de autonomia econômica.

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