Poder
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Durante a agenda, ele apresentou o programa Acredita no Primeiro Passo, voltado à inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único. O ministro também destacou políticas de combate à fome, qualificação profissional e geração de emprego.
O Acredita no Primeiro Passo foi apresentado como uma estratégia para conectar a transferência de renda, a qualificação profissional e as oportunidades de trabalho.
A proposta é que as políticas de combate à pobreza não se limitem ao atendimento emergencial. O objetivo é oferecer condições para que as famílias avancem em direção à autonomia financeira, com acesso a capacitação, crédito e oportunidades de inserção produtiva.
Durante a agenda internacional, Wellington Dias destacou que o programa integra as ações do Governo Federal voltadas à inclusão socioeconômica de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Em sua fala, o ministro afirmou que o combate à fome deve ser compreendido como o primeiro passo de uma política mais ampla de desenvolvimento social.
“A experiência do Brasil tem como primeiro passo a meta de alcançar pessoas em vulnerabilidade e tirar da fome. A ideia é que tirar da fome não é o fim, mas é só o começo”, afirmou.
Dias citou o Bolsa Família como uma das principais ferramentas de transferência de renda e ressaltou que o programa também está associado a compromissos nas áreas de saúde e educação.
Entre as obrigações mencionadas estão:
O ministro também relacionou o crescimento econômico registrado no Brasil desde 2023 às políticas de qualificação e inclusão produtiva.
Segundo Wellington Dias, a combinação entre formação profissional e demanda do setor privado contribuiu para que beneficiários do Bolsa Família ocupassem grande parte dos novos postos de trabalho.
“De 2023 para cá o Brasil vem tendo crescimento econômico. E o plano é que o Desenvolvimento Social seja parte estratégica do desenvolvimento econômico”, declarou.
Ainda de acordo com o ministro, 85% dos novos empregos foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família. O dado foi apresentado durante o evento, mas não foi detalhado na declaração divulgada sobre a metodologia ou o período considerado.
Além do combate à fome e da inclusão socioeconômica, a participação de Wellington Dias na ONU incluiu discussões sobre negócios sociais, juventude e tecnologia.
A agenda ocorreu entre os dias 21 e 23 de setembro, durante a programação da Assembleia Geral das Nações Unidas. O encontro também contou com a presença do Nobel da Paz de 2006.
Como copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o ministro levou a Nova York iniciativas brasileiras e defendeu a ampliação da cooperação internacional, do financiamento e das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da insegurança alimentar.
A participação brasileira na ONU ocorre em um contexto de debate sobre o financiamento de políticas de combate à fome e à pobreza no mundo.
A posição apresentada pelo governo brasileiro é de que a proteção social deve estar conectada a políticas de desenvolvimento, geração de renda e inclusão produtiva. A estratégia também busca integrar governos, setor privado e organizações sociais.
Para Wellington Dias, a experiência brasileira pode contribuir para a construção de políticas capazes de atender pessoas em situação de vulnerabilidade e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades de autonomia econômica.