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Estudantes dos cursos técnicos de Administração, Contabilidade, Finanças e Logística do 2º ano da EEEP Joaquim Moreira de Sousa realizaram, no dia 9 de setembro, o Universo JMS. O evento ocorreu em um buffet de Fortaleza e reuniu palestras e atividades sobre formação profissional, integração entre áreas, mercado de trabalho e inteligência artificial. A programação foi planejada e executada pelos próprios alunos, com apoio da equipe escolar.
O Universo JMS foi criado para substituir o formato de eventos segmentados por curso por uma proposta conjunta, reunindo diferentes áreas da formação profissional.
A integração permitiu que os estudantes conhecessem as competências desenvolvidas pelos demais cursos e percebessem como Administração, Contabilidade, Finanças e Logística se relacionam dentro das empresas.
Para o professor-coordenador dos cursos técnicos de Finanças e Contabilidade, Paulo Girão, a realização do projeto representou uma mudança na forma de envolver a comunidade escolar.
“Este ano a gente decidiu inovar. Juntamos todos os cursos e mostramos que a união realmente funciona. Foi a primeira forma de que a comunidade escolar deixou na mão dos jovens elaborar todo esse projeto. O núcleo gestor aprovou o projeto e decidiu apostar. E só elogios”, afirmou.
A organização do evento ficou sob responsabilidade dos próprios estudantes. Eles atuaram em áreas como planejamento, marketing, captação de recursos, produção e execução da programação.
De acordo com o corpo docente, a experiência levou os alunos para além da sala de aula e contribuiu para o desenvolvimento de competências comportamentais.
A diretora da EEEP Joaquim Moreira de Sousa, Marta Ribeiro, destacou que a proposta busca preparar os estudantes para uma realidade profissional que exige competências amplas.
“Anos atrás a gente trabalhava com eventos segmentados para cada curso. E hoje o que o mercado nos pede é um mercado com ampla competência. Então a gente lançou a proposta do Universo JMS, um conjunto de ações e de palestras que mostram ao nosso aluno que ele não é apenas um técnico de uma área específica, mas que ele pode abraçar diversas áreas de uma empresa”, afirmou.
A programação também abordou os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho e na atuação dos profissionais formados pela educação profissional.
Para o professor-coordenador dos cursos técnicos de Administração e Logística, Marcelo Amorim, a integração entre as áreas ajuda os alunos a compreenderem as transformações do ambiente corporativo.
“A importância do evento unificado é porque todas as áreas trabalham juntas e promovem o conhecimento integrado das áreas trabalhadas pela escola, que é centralizada no eixo de Gestão e Negócios”, disse.
Marcelo também defendeu o uso responsável das novas tecnologias no ambiente profissional.
“A matriz curricular não acompanha a evolução da sociedade. E aquilo que há de vanguarda no momento se chama inteligência artificial. Não há como lutar contra a IA quando é possível se alinhar à tecnologia e fazer o uso adequado dentro do ambiente de trabalho, melhorando performance e análises”, acrescentou.
O Universo JMS também contou com a participação de Alysson Pessoa, analista legislativo e palestrante do evento.
Ele ressaltou o papel das escolas profissionalizantes na preparação de jovens para o mercado de trabalho e afirmou que a formação técnica ajuda a tornar mais concretos conteúdos que antes poderiam parecer abstratos aos estudantes.
“A escola profissionalizante é uma grande política pública e traz essa gama profissional ao ensino médio, e aquelas matérias que antes eram abstratas passam a fazer sentido com as técnicas aplicadas”, afirmou.
A diretora Marta Ribeiro afirmou que a produção do evento permite aos alunos experimentar situações semelhantes às encontradas no mercado de trabalho.
“Todo o evento é produzido pelo aluno, desde o evento, a equipe de marketing, de captação de recursos, para que eles construam e possam experienciar a vida adulta e os seus desafios”, explicou.
Segundo ela, a experiência acumulada durante a formação pode fazer diferença quando os estudantes chegam às empresas.
“Esses adolescentes chegam ao mercado de trabalho com uma experiência que muitos da idade deles estão fazendo outras coisas. Quando eles chegam nas empresas, eles são disputados e os empresários querem mais e mais”, completou.