Economia
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O setor mineral cearense brilhou como nunca na pauta de exportações do estado em 2025. Com um crescimento impressionante de 93% em relação ao ano anterior, o segmento alcançou a marca histórica de US$ 156,4 milhões em vendas internacionais, consolidando-se como o terceiro maior polo exportador do Ceará e um motor para a economia local.
Os dados, compilados no relatório do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEC, mostram que o setor não apenas dobrou de tamanho, mas também ganhou sofisticação e novos mercados.
O grande protagonista desse avanço foi o quartzito. Com um faturamento de US$ 77,5 milhões – metade de todo o valor exportado pelo setor –, o produto viu suas vendas crescerem 178%. O desempenho espetacular posicionou o Ceará como o maior exportador de quartzito do Brasil.
Segundo Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran-CE, o sucesso se deve à qualidade única do material. “Os quartzitos produzidos no estado figuram entre os mais desejados do mundo. Suas características agregam valor e nobreza, atributos essenciais do mercado de luxo, que valoriza acabamento impecável e alto padrão”, explica. O produto cearense tem sido amplamente utilizado em projetos de arquitetura e design de alto valor agregado na Europa e América do Norte.
Para Karina Frota, gerente do CIN, os números confirmam um movimento consistente. “O avanço está associado à combinação entre maior valor agregado, diversificação da pauta e ampliação dos mercados de destino”, avalia.
Os números que definiram um ano histórico.
Empresas de 78 países compraram minerais do Ceará.
O ano de 2025 também foi marcado pela diversificação, com crescimento nas exportações de outras pedras, magnésia calcinada e ferro-silício, o que torna o setor mais forte e resiliente para o futuro.