Esporte
Esporte
O futebol africano escreveu uma de suas páginas mais dramáticas e inacreditáveis nesta quinta-feira (15). Em uma final marcada por polêmica, quase abandono de campo e uma defesa de pênalti surreal no último lance, Senegal venceu o anfitrião Marrocos por 1 a 0 na prorrogação e sagrou-se bicampeão da Copa Africana de Nações.
O herói improvável foi o goleiro Édouard Mendy, e o roteiro, digno de filme. Depois de um jogo tenso, o árbitro marcou um pênalti para Marrocos aos 53 minutos do segundo tempo. O que se seguiu foi o caos, a redenção e a glória.
Quando o cronômetro já se esgotava, o VAR chamou o árbitro para revisar um puxão na área. Pênalti para Marrocos. A decisão gerou uma revolta instantânea no time senegalês. O técnico Pape Thiaw ordenou que seus jogadores deixassem o campo, e alguns chegaram a ir para o vestiário. Foi preciso a liderança do astro Sadio Mané para convencer o time a retornar.
Com o jogo retomado, Brahim Díaz, de Marrocos, foi para a bola. Em um lance de excesso de confiança ou nervosismo, tentou uma “cavadinha”. Mendy, que não escolheu um canto, permaneceu estático no meio do gol e simplesmente agarrou a bola, levando a final para a prorrogação e se tornando o herói da nação.
O golpe do pênalti perdido foi sentido por Marrocos. Abatido, o time da casa viu Senegal aproveitar o momento psicológico. Logo aos 3 minutos da prorrogação, Pape Gueye avançou pela intermediária e soltou uma bomba de fora da área, marcando um golaço e o gol do título senegalês.
Marrocos ainda tentou reagir e acertou o travessão em uma cabeçada de Aguerd, mas o dia era mesmo de Senegal.
Antes do drama, a partida foi equilibrada. No primeiro tempo, Senegal foi melhor e só não abriu o placar graças a duas grandes defesas do goleiro marroquino Bono. Na segunda etapa, Marrocos equilibrou as ações, criou chances, mas pecou na finalização. Senegal se reajustou, segurou o ímpeto adversário e levou o jogo para o cenário da decisão épica nos acréscimos.