Ceará
Ceará
Docentes, estudantes, servidores técnico-administrativos, integrantes do cadastro de reserva da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e da Fundação Regional de Saúde do Ceará (Funsaúde) realizaram um ato público durante a inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC), nesta quarta-feira (19), em Fortaleza. O protesto teve como objetivo denunciar as condições da UECE e criticar a decisão do governo estadual de transferir a gestão do hospital para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), organização social responsável pela administração de unidades de saúde no estado.
Durante o ato, os manifestantes entregaram uma carta com reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a outras autoridades presentes na solenidade, incluindo o superintendente do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), Waldemir Catanho. O documento aborda questões como a convocação do cadastro de reserva, melhorias na estrutura universitária, políticas de permanência estudantil e a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores técnico-administrativos.
A carta elaborada pelas entidades destaca cinco pontos principais:
Em 2024, uma greve docente cobrou a solução da carência de 482 professores na UECE. O movimento resultou em um acordo que garantiu a convocação de 35 integrantes do cadastro de reserva, com previsão de ampliação desse número nos anos seguintes. No entanto, a ausência de um Projeto de Lei (PL) para viabilizar as convocações impede o cumprimento do compromisso firmado.
A Lei 347/2025, aprovada em fevereiro, transferiu oficialmente a gestão do HUC para o ISGH. O movimento critica essa decisão e defende que o hospital universitário seja gerido pela UECE, utilizando os profissionais aprovados no último concurso da Funsaúde. Os manifestantes argumentam que a medida fere a autonomia universitária e limita a participação da universidade na gestão hospitalar.