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Ouro supera US$ 3 mil pela primeira vez e reflete incertezas econômicas globais

Investidores buscam proteção em meio à guerra tarifária dos EUA.
A alta do ouro reforça sua posição como um dos principais ativos de proteção em tempos de incerteza. (Foto: Shutterstock)

O ouro ultrapassou a marca histórica de US$ 3.000 por onça-troy nesta sexta-feira (14), refletindo o movimento dos investidores em busca de ativos seguros diante das incertezas econômicas provocadas pela política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No pico do dia, o ouro atingiu US$ 3.004,86 (R$ 17.180,29), mas posteriormente recuou 0,2%, sendo negociado a US$ 2.981,42 (R$ 17.046,27), com investidores realizando lucros.

O metal precioso, tradicionalmente visto como um ativo seguro em tempos de instabilidade, acumula uma valorização de quase 14% em 2025. O movimento ocorre em meio a uma liquidação nos mercados de ações, impulsionada pelas tarifas anunciadas pelo governo Trump contra seus principais parceiros comerciais, como China e União Europeia.

A valorização expressiva do ouro reflete a fuga de investidores para ativos seguros diante do tumulto de Trump nos mercados de ações.

Outro fator relevante para o impulso do metal é a demanda crescente dos bancos centrais. A China, principal compradora mundial de ouro, aumentou suas reservas pelo quarto mês consecutivo em fevereiro, o que contribui para a sustentação dos preços.

Analistas apontam que o ouro pode continuar valorizando, caso as tensões comerciais se intensifiquem e os investidores sigam migrando para ativos defensivos. Além disso, a expectativa sobre a política monetária dos bancos centrais globais, especialmente do Federal Reserve (Fed), pode impactar o comportamento do mercado nos próximos meses.

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