Domingo, 6 de abril de 2025
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O número de mortos no terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Myanmar na última sexta-feira (28) subiu para 2.719, com 4.521 feridos e 441 desaparecidos, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (1º) pelo chefe da junta militar, general Min Aung Hlaing, durante um fórum na capital Naypyidaw. Apesar do cenário de devastação, equipes de resgate conseguiram retirar com vida uma mulher de 63 anos que passou 91 horas sob os escombros de um edifício na capital.
De acordo com peritos em desastres, as chances de encontrar sobreviventes caem drasticamente após 72 horas. A mulher resgatada foi considerada uma exceção e reacendeu a esperança das equipes de salvamento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 10 mil edifícios foram destruídos ou gravemente danificados nas regiões central e noroeste do país.
Com muitas áreas ainda inacessíveis, as autoridades alertam que o número de mortos pode continuar aumentando nas próximas horas.
O abalo sísmico também foi sentido na vizinha Tailândia, onde provocou o desabamento de um prédio em construção em Bangcoc, matando 21 pessoas e deixando 34 feridas até o momento. As equipes ainda procuram trabalhadores desaparecidos, com foco nas operações de resgate na capital tailandesa.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou estar conseguindo mobilizar pessoal e recursos já disponíveis em Myanmar, mesmo diante da guerra civil que afeta o país desde o golpe militar de 2021. O coordenador humanitário da ONU, Marcoluigi Corsi, informou, em conferência virtual a partir de Rangum, que os recursos utilizados eram inicialmente destinados ao auxílio de vítimas do conflito armado.
Apesar das preocupações com o possível desvio de ajuda humanitária, Corsi garantiu que há sistemas de monitoramento e controle para rastrear os insumos distribuídos, sem registros de desvios até agora. As autoridades locais informaram que mais de 8,5 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo terremoto.