Esporte
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A crise no Fortaleza ganhou um novo e visível capítulo nesta quinta-feira (8). Os muros do Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici, amanheceram pichados com fortes protestos direcionados à diretoria e ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) implementado pelo clube no final de 2023.
Frases como “Democracia já”, “O Fortaleza não tem dono” e “$AF de Incompetentes” foram escritas na fachada do equipamento, expondo a insatisfação de parte da torcida com o momento vivido pelo Tricolor de Aço, que amarga o recente rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.
O protesto não é um ato isolado e reflete uma turbulência que vai além das quatro linhas. A ação ocorreu apenas dois dias após o ex-vice-presidente Geraldo Luciano e o ex-diretor de futebol Alex Santiago anunciarem publicamente que não participariam da indicação do conselho da SAF por “falta de consenso” com a atual gestão. O fato frustrou torcedores que viam na dupla uma esperança de retorno a um modelo de gestão vitorioso.
A tensão nos bastidores ficou ainda mais clara na quarta-feira (7), durante a apresentação do novo CEO do clube, Pedro Martins. Na ocasião, o presidente da associação, Rolim Machado, mandou um recado direto, afirmando que “a verdade sai de dentro do clube” e não “através de pronunciamentos nas redes sociais”, em uma clara alusão à nota divulgada por Alex Santiago.
As pichações são o sintoma de uma crise complexa. O Fortaleza enfrenta uma “tempestade perfeita” que combina o fracasso esportivo do rebaixamento, uma nítida desunião política nos bastidores e um cenário de aumento de dívidas, que tem colocado em xeque a credibilidade e a eficácia da SAF tricolor.