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Mortalidade infantil no Ceará tem redução de 17,6% em 14 anos

Taxa de óbitos por mil nascidos vivos caiu de 13,6 para 11,2 entre 2011 e 2024.
Mortalidade infantil Ceará
O projeto de qualificação da atenção primária é chave para o resultado. (Foto: Tiago Stille)

O Ceará alcançou uma marca importante na saúde pública ao reduzir a taxa de mortalidade infantil (TMI) em 17,6% no período de 2011 a 2024. De acordo com um novo Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a taxa, que mede o número de óbitos de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos, caiu de 13,6 para 11,2 nos últimos 14 anos.

Nesse intervalo, foram registrados 21.221 óbitos infantis no estado, uma média de 1.542 por ano. A queda nos índices é atribuída, em grande parte, a iniciativas de fortalecimento da atenção primária.

O papel do projeto “De Braços Abertos”

Lançado em 2024, o projeto De Braços Abertos é apontado pela Sesa como um dos principais responsáveis pela melhoria recente nos indicadores. A iniciativa foca em organizar e qualificar os atendimentos na linha de cuidado materno-infantil.

“Ao fortalecer o pré-natal na Atenção Primária, por exemplo, conseguimos melhorar a detecção precoce dos riscos gestacionais, qualificar o cuidado ao parto e ao recém-nascido e, consequentemente, reduzir os óbitos infantis evitáveis”, explica Sheila Santiago, orientadora da Célula de Atenção Primária da Sesa.

Análise detalhada da mortalidade no Ceará (2011-2024)

Veja os principais dados do boletim da Sesa.

  • Redução geral da TMI: -17,6% (de 13,6 para 11,2 por mil nascidos vivos)
  • Mortalidade neonatal precoce (0 a 6 dias): Redução de 19,4% no período.
  • Mortalidade pós-neonatal (28 a 364 dias): Redução de 16,2% no período.
  • Mortalidade neonatal tardia (7 a 27 dias): Manteve-se estável, com taxa média de 2,0.
  • Dados regionais (2024): A menor taxa foi na região do Cariri (9,8%) e a maior no Litoral Leste (12,5%).
  • Meta futura: O Plano Estadual de Saúde visa atingir uma taxa de 9,5 óbitos por mil nascidos vivos até 2027.

Os dados mostram um avanço consistente na redução das mortes, especialmente entre os recém-nascidos nos primeiros dias de vida, e estabelecem um caminho claro para os próximos anos.

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