Esporte
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O cenário geopolítico no Oriente Médio pode provocar uma mudança drástica na Copa do Mundo de 2026. O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, afirmou que “não há condições” de a seleção disputar o Mundial em meio aos ataques sofridos por Estados Unidos e Israel.
A possibilidade de retirada de uma seleção já classificada coloca a FIFA em estado de alerta e abre discussões sobre sanções financeiras e o processo para definição de um substituto.
A saída de uma seleção às vésperas do torneio é tratada com rigor pela FIFA. Segundo especialistas em direito desportivo, o abandono pode gerar:
R$ 3,2 milhões) se a desistência ocorrer a menos de 30 dias da abertura.Por outro lado, o artigo 6.3 do regulamento menciona situações de “força maior”. Pela leitura apresentada, o contexto de guerra e ataques ao território nacional poderia levar a FIFA a isentar o Irã de sanções financeiras e disciplinares.
Caso a saída seja oficializada, a FIFA tem “exclusivo critério” para definir o substituto. A solução considerada mais provável no texto é a adoção do sistema de “lucky loser” (perdedor sortudo), com prioridade para seleções que ficarem perto da vaga.
Os cenários descritos incluem:
O Irã estava no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos previstos em cidades americanas como Inglewood (Califórnia) e Seattle (Washington).
O presidente dos EUA, Donald Trump, deu declarações consideradas ambíguas: inicialmente disse que o país está “à beira do colapso”, mas depois reforçou, via Gianni Infantino (presidente da FIFA), que a seleção iraniana seria bem-vinda para competir em solo americano.