Pesquisar

Economia

Economia

Governo deve sancionar Orçamento de 2025 no dia 11, afirma Tebet

Planejamento também prepara LDO de 2026, enquanto governo monitora impacto do tarifaço dos EUA na economia.
Ministra Simone Tebet
A confirmação foi dada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. (Foto: José Cruz)

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quarta-feira (2) que a sanção da lei do Orçamento para 2025 deverá ocorrer na próxima sexta-feira (11). O prazo máximo para a sanção é 15 de abril, mas o governo pretende antecipar o processo para liberar políticas públicas dependentes da liberação dos recursos.

Segundo Tebet, os técnicos do ministério estão finalizando o texto em ritmo acelerado. Ao mesmo tempo, a equipe prepara o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que precisa ser enviado ao Congresso até o dia 15. “É a primeira vez em 15 anos que trabalhamos com a sanção do Orçamento e a elaboração da LDO ao mesmo tempo”, afirmou.

O governo ainda não decidiu se manterá a meta fiscal prevista para 2026. No ano passado, a estimativa indicava superávit primário de 0,25% do PIB. Nesta semana, a ministra afirmou que “não estamos discutindo meta” no momento.

Execução orçamentária parcial

A ministra também apresentou um levantamento segundo o qual os ministérios executaram, até o fim de março, R$ 24 bilhões, valor que representa cerca de 30% dos R$ 82,83 bilhões disponíveis até abril. O restante está sujeito a bloqueios temporários por conta do decreto publicado após a aprovação do PLOA, que busca cumprir a meta fiscal de déficit zero.

13º do INSS não será antecipado para abril

A ministra descartou a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS para abril. A medida tem sido tradicionalmente adotada em maio e junho. “Se houver essa decisão do presidente, estamos preparados para atendê-lo”, disse Tebet.

Preocupações com tarifaço dos EUA

Simone Tebet também comentou o anúncio do “tarifaço” do governo Donald Trump, que inclui sobretaxas de 10% a produtos brasileiros. Ela avaliou que a medida, com impacto global, pode aumentar a inflação mundial e provocar retração econômica.

Apesar das preocupações, a ministra demonstrou confiança na atuação diplomática brasileira. “Temos maturidade, diplomacia e um vice-presidente que é também ministro da Indústria e Comércio”, declarou, em referência a Geraldo Alckmin.

Mais notícias

plugins premium WordPress