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Fortaleza lança protocolo antirracista nas escolas e amplia ações de igualdade racial

Pacote inclui protocolo de enfrentamento ao racismo, edital dos Agentes da Igualdade Racial, formação para professores e premiação do Selo Escola Antirracista.
protocolo antirracista Fortaleza
Entre as ações estão a criação de um protocolo de enfrentamento ao racismo, o lançamento do edital dos Agentes da Igualdade Racial. (Foto: Marcos Moura)

Fortaleza apresentou, na última segunda-feira (23), um pacote de ações voltado ao combate ao racismo no ambiente escolar. O lançamento ocorreu durante evento realizado na AABB Fortaleza e integra a estratégia da gestão do prefeito Evandro Leitão para fortalecer políticas educacionais com foco em equidade e inclusão.

O conjunto de medidas reúne ações dirigidas a estudantes, professores, gestores escolares e famílias, com foco na prevenção, identificação e enfrentamento de situações de discriminação racial na rede de ensino.

Protocolo quer impedir normalização de casos de racismo

Um dos principais eixos anunciados foi o protocolo de enfrentamento ao racismo na rede de ensino, criado para orientar a atuação das escolas diante de ocorrências racistas. Segundo o secretário da Educação de Fortaleza, Idilvan Alencar, a proposta é garantir resposta concreta aos casos registrados nas unidades escolares.

“O prefeito Evandro pediu que a gente fosse concreto no enfrentamento ao racismo. Hoje, Fortaleza lança um protocolo nas escolas para que casos de racismo não sejam normalizados, com acompanhamento de alunos, professores e famílias. Além disso, vamos conceder bolsas a estudantes, formar professores e ampliar o acervo com conteúdos antirracistas. É um conjunto de ações para fortalecer essa pauta na educação.”

Estudantes do 9º ano terão edital de Agentes da Igualdade Racial

Entre as iniciativas anunciadas está também a publicação do edital dos Agentes da Igualdade Racial, voltado a alunos do 9º ano. A proposta busca envolver diretamente os estudantes na construção de uma cultura escolar mais inclusiva e de enfrentamento ao preconceito.

Além disso, a rede municipal vai ofertar formação complementar em Educação para as Relações Étnico-Raciais, por meio da Academia do Professor, ampliando a qualificação dos profissionais para atuação pedagógica na temática.

Selo Escola Antirracista premiou unidades da rede

Durante o evento, a Prefeitura também fez a entrega das premiações às escolas contempladas com o Selo Escola Antirracista 2025.

Ao todo, foram selecionadas três unidades por Distrito de Educação, com os seguintes valores:

  • R$ 20 mil para o 1º lugar
  • R$ 10 mil para o 2º lugar
  • R$ 5 mil para o 3º lugar

A premiação reconhece práticas pedagógicas e institucionais voltadas à promoção da educação antirracista dentro da rede municipal.

Professora destaca que prática antirracista atravessa todas as disciplinas

A professora de Matemática Carina Souza, da Escola Municipal Colônia Z8, no Mucuripe, afirmou que o trabalho antirracista impacta diretamente a formação dos estudantes e pode ser incorporado em qualquer área do conhecimento.

“O que muda é o nosso compromisso com uma educação mais justa e equitativa. A prática antirracista pode estar em qualquer disciplina, inclusive na matemática, quando mostramos suas origens ligadas ao continente africano e aos povos tradicionais. Isso fortalece a identidade das crianças negras, valoriza suas histórias e ensina que o conhecimento é diverso, plural e deve acolher a todos.”

Rede municipal também certificou 105 unidades com selo da primeira infância

Na mesma manhã, a Prefeitura realizou ainda a quarta entrega do Selo Unidade Amiga da Primeira Infância (UAPI), certificando 105 unidades da rede municipal.

Foram contemplados:

  • 40 Centros de Educação Infantil (CEIs)
  • 59 escolas municipais
  • 6 creches parceiras

O selo busca reconhecer unidades que apresentam resultados relacionados ao acesso, permanência e aprendizagem na educação infantil.

Unicef destaca desenvolvimento integral na primeira infância

O representante do Unicef em Fortaleza, Rui Aguiar, ressaltou que o monitoramento da primeira infância precisa ir além da matrícula e considerar o desenvolvimento integral da criança.

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