Ceará
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A Prefeitura de Fortaleza ampliou para 68 postos de saúde a oferta do teste de biologia molecular DNA-HPV, utilizado na prevenção e na detecção precoce do câncer do colo do útero. O exame é destinado a mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos. A previsão é que todas as 134 unidades da rede municipal ofereçam a tecnologia até o início de 2027.
A estratégia é voltada a mulheres e pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual.
Em Fortaleza, mais de 150 mil pessoas estão aptas a realizar o novo rastreamento. A população estimada com colo do útero nessa faixa etária é de 457.291 pessoas.
Neste primeiro momento, a prioridade é para quem nunca realizou o teste DNA-HPV ou está há mais de três anos sem fazer o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau.
O Papanicolau identifica alterações nas células do colo do útero. Já o teste DNA-HPV procura diretamente a presença do vírus e consegue apontar tipos considerados de maior risco, como os HPV 16 e 18.
A identificação antecipada permite localizar pessoas com maior possibilidade de desenvolver lesões precursoras e acompanhar cada caso conforme a avaliação da equipe de saúde.
Nas unidades que já oferecem o DNA-HPV, o Papanicolau deixa de ser utilizado como método primário de rastreamento.
“Estamos substituindo gradualmente o Papanicolau como exame primário de rastreamento nas unidades. A mudança permite detectar precocemente a presença do vírus e identificar as pessoas com maior risco de desenvolver lesões precursoras do câncer do colo do útero”, explicou Léa Dias, assessora técnica da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal da Saúde.
Conforme as novas diretrizes de rastreamento, quando o resultado do DNA-HPV é negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos.
O intervalo pode ser diferente caso o resultado indique a presença de HPV ou alguma alteração que exija investigação complementar. Nesses casos, a pessoa deve seguir a orientação da equipe de saúde responsável pelo atendimento.
Fortaleza recebeu inicialmente 12,5 mil kits do teste DNA-HPV. Desse total, 500 foram destinados à modalidade de autocoleta.
A implantação começou em julho, inicialmente em duas unidades da Rede Municipal de Saúde. Com a expansão para 68 postos, a Prefeitura amplia a oferta do método e prepara a distribuição gradual para os demais equipamentos.
A previsão é de que as 134 unidades de saúde do município estejam abastecidas com os testes até o início de 2027.
O câncer do colo do útero está relacionado à infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV. A realização periódica do rastreamento aumenta as chances de identificar alterações antes que evoluam para um quadro mais grave.
O Ministério da Saúde passou a definir o teste molecular para detecção do HPV oncogênico como método primário de rastreamento, seguindo novas diretrizes nacionais.
A oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuita e deve ser procurada pelo público que atende aos critérios definidos pelo programa.