Entretenimento
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A exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas” segue aberta ao público até 24 de maio, na CAIXA Cultural Fortaleza, com entrada gratuita. O projeto, realizado pelo Museu das Mulheres, reúne cerca de 80 obras de 19 artistas e articula arte, tecnologia, questões de gênero, identidade e diversidade a partir de diferentes linguagens visuais. A programação da mostra incluiu, em abril, palestra e oficina com a artista e arqueóloga amazônica Cristiane Martins.
A artista paraense participou da agenda do projeto com a palestra “As Revoltosas: Arqueologia do Feminino Ancestral e Design Decolonial”, realizada em 8 de abril, e com a oficina “Ateliê de experimentação: Cirandas Matriarcais: Arqueologia do Feminino Ancestral e Familiar-Afetivo”, entre os dias 9 e 11 de abril.
As atividades fizeram parte do programa educativo e formativo ligado à exposição, que também inclui outras ações voltadas ao desenvolvimento profissional de mulheres no campo da economia criativa, além de vivências lúdicas para crianças.
Nascida em Belém do Pará, Cristiane Martins desenvolve uma pesquisa que recria formas, símbolos e imaginários das culturas arqueológicas amazônicas. Seu trabalho transita por esculturas, máscaras e objetos corporais, com uso de materiais como madeira, urucum, folhas de ouro e fibras naturais.
A produção da artista ativa o corpo como espaço de memória, ritual e pertencimento, aproximando passado e presente em uma poética visual marcada por simbologia e insubordinação estética.
Realizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra apresenta cerca de 80 obras assinadas por 19 artistas. Entre elas está a série “As revoltosas” (2024), de Cristiane Martins.
O conjunto expositivo reúne trabalhos em linguagens diversas, como pintura, escultura, fotografia, performance, arte digital e videoarte. A proposta é construir uma leitura ampla sobre a produção artística amazônica contemporânea, sem reduzi-la a um repertório exótico ou meramente temático.
Um dos diferenciais de “Amazônicas: Poéticas Femininas” é a distribuição das obras em dois ambientes: uma sala expositiva física e um espaço no metaverso, acessado pelo chamado “Espaço Petrobras Amazônicas”.
Nesse ambiente expandido, o público pode utilizar óculos 3D para uma visitação imersiva, com visualização em 360 graus e presença de avatares em realidade aumentada. A estratégia reforça o diálogo entre arte, inovação e tecnologia proposto pela mostra.
A exposição apresenta recortes estético-poéticos ligados à arte produzida no Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Ilha do Marajó e também por artistas das etnias Huni Kuin e Kokama.
Entre os eixos temáticos aparecem questões como arte do protesto, corpo feminino como natureza, tecnologias amazônicas, arte do afeto, Amazônia urbana, universo lendário e arte indígena contemporânea. O resultado é uma mostra que expande a ideia de Amazônia para além do território físico, tratando-a também como campo de pensamento, criação e disputa simbólica.
O projeto está em circulação nacional com patrocínio exclusivo da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural, e do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet. Em Fortaleza, a realização conta com apoio da CAIXA Cultural Fortaleza.
Com entrada gratuita, classificação livre e acesso para pessoas com deficiência, a exposição reforça uma lógica de democratização do acesso à cultura e de ampliação de repertório para diferentes públicos.
Curadoria: Sissa Aneleh
Local: CAIXA Cultural Fortaleza – Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Visitação: de 21 de março a 24 de maio de 2026
Horários: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h
Entrada: gratuita
Classificação indicativa: livre
Acessibilidade: acesso para pessoas com deficiência
Até quando a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas” fica em cartaz?
Até 24 de maio de 2026.
Onde acontece a mostra?
Na CAIXA Cultural Fortaleza, na Praia de Iracema.
Quantas obras e artistas participam da exposição?
A mostra reúne cerca de 80 obras de 19 artistas.
Quem é Cristiane Martins?
É uma artista visual e arqueóloga amazônica, nascida em Belém, que articula arte contemporânea e ancestralidade em trabalhos com escultura, máscaras e objetos corporais.
A exposição tem tecnologia imersiva?
Sim. Parte da experiência acontece em um ambiente no metaverso, com uso de óculos 3D, visualização 360 graus e realidade aumentada.