Ceará
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Os atentados promovidos pelo Comando Vermelho (CV) contra provedores de internet no Ceará continuam a causar prejuízos a empreendedores e transtornos a milhares de clientes, mesmo após a prisão de 27 suspeitos na Operação Strike, realizada pela Polícia Civil. A ofensiva criminosa tem como objetivo coagir empresas a pagar taxas mensais para continuar operando ou repassar parte da mensalidade paga pelos usuários à organização criminosa.
Um dos casos mais recentes foi o da GPX Telecom, que anunciou o encerramento de suas atividades após ter a sede invadida e vandalizada na madrugada da última segunda-feira (17), na Rua José de Alencar, bairro Parque Soledade, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Criminosos destruíram equipamentos e deixaram a empresa impossibilitada de continuar operando.
Em nota publicada nas redes sociais, a GPX confirmou o encerramento das atividades.
“Ao longo de nove anos, desde 2016, tivemos a honra de servir com dedicação e alegria os bairros Parque Soledade, São Gerardo e Ponte Rio Ceará. Infelizmente, em meros 20 minutos, atos de vandalismo devastaram tudo o que construímos com tanto esforço e comprometimento, levando-nos a tomar a difícil decisão de encerrar nossas operações”.
A empresa destacou ainda o sentimento de impotência diante da violência e a falta de segurança para continuar atuando no setor.
“Esse triste episódio evidencia a fragilidade da segurança em que vivemos nos nossos dias atuais, onde o trabalho árduo de anos pode ser destruído em questão de minutos. Sempre priorizamos a qualidade e a legalidade em nossos serviços, e somos imensamente gratos pela confiança que vocês depositaram em nós ao longo dessa jornada. Esperamos por justiça diante dessa situação alarmante que afeta a todos nós. Agradecemos sinceramente a cada um de vocês pelo apoio e pela compreensão”.
Além da GPX, outras empresas seguem enfrentando instabilidade nos serviços e dificuldades para manter as operações. Clientes de outras operadoras relataram estar sem internet há cerca de 15 dias.
Os ataques incluem incêndio de veículos, disparos contra sedes de provedores e cortes de cabos de internet. A Polícia Civil segue investigando o caso e novas fases da Operação Strike não estão descartadas.