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O Brasil alcançou um marco histórico na saúde pública, completando mais de uma década sem registros de raiva humana transmitida por cães. Esse avanço reflete a eficácia das políticas de prevenção e vigilância, consolidando o sucesso do controle da raiva no Brasil no ciclo urbano. A conquista é resultado de um esforço contínuo que envolve governos, profissionais de saúde e a população.
O principal pilar para este resultado são as campanhas contínuas de vacinação antirrábica em cães e gatos, oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização em massa dos animais domésticos interrompeu a cadeia de transmissão do vírus no ambiente urbano, reduzindo drasticamente o risco de infecção em humanos. É fundamental que apenas animais sadios sejam vacinados, devendo os tutores procurar um médico veterinário caso o animal apresente qualquer sinal de doença.
Apesar do sucesso no ciclo urbano, é importante ressaltar que os casos humanos mais recentes da doença no país estão ligados ao ciclo silvestre, principalmente por transmissão via morcegos e primatas não-humanos. Isso reforça a necessidade de manter a vigilância ativa e a educação em saúde, mostrando que o controle da raiva no Brasil é um esforço contínuo.
Nesse cenário, o papel do médico veterinário é central. A atuação desses profissionais, que vai desde o planejamento das campanhas até a vigilância epidemiológica, é um exemplo prático do conceito de Saúde Única (One Health). Essa abordagem, que integra a saúde humana, animal e ambiental, é fundamental para o controle da raiva no Brasil.