Economia
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Fortaleza registrou a maior queda de preço do país no custo da cesta básica de alimentos em setembro de 2025, com redução de 6,31% em relação a agosto. O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além da capital cearense, também apresentaram quedas expressivas Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). Já as capitais com aumento foram Campo Grande (1,55%), Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%) e Macapá (0,03%).
Segundo o Dieese, a redução observada na capital cearense está associada à melhor oferta de produtos locais, à queda nos preços do tomate e do arroz, e ao aquecimento da produção agrícola no Estado.
Os produtos que mais contribuíram para a redução da cesta básica em Fortaleza foram tomate, arroz e feijão, itens de grande peso no orçamento alimentar das famílias.
O preço do tomate caiu em 26 das 27 capitais pesquisadas, com destaque para Palmas (-47,61%). Já o arroz agulhinha teve queda média de 5,05% em João Pessoa e 6,45% em Natal, refletindo um movimento semelhante no mercado cearense.
De acordo com o Dieese, esses produtos foram influenciados por melhoras no abastecimento interno e pela redução nos custos de transporte dentro do Nordeste.
A pesquisa também mostra que o Nordeste continua com os menores valores médios da cesta básica no Brasil. Em setembro, as menores médias registradas foram em Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27). A cesta mais cara foi registrada em São Paulo, onde o conjunto de produtos chega a R$ 842,26.
Mesmo com a queda em setembro, o Dieese destaca que o custo dos alimentos aumentou na comparação com o mesmo mês de 2024. Nas 17 capitais que já eram pesquisadas antes da ampliação da série, todas apresentaram alta anual, variando de 3,87% em Belém a 15,06% em Recife.
Com base na cesta de São Paulo, o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.075,83, valor 4,66 vezes maior que o mínimo atual, de R$ 1.518.