Ceará
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A economia cearense deu um sinal de forte amadurecimento em 2025. Segundo balanço da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), o estado registrou a abertura de 142.163 novas empresas, um crescimento de 27,22% em relação ao ano anterior. Mais do que o volume, o grande destaque dos dados é uma mudança qualitativa no perfil dos novos negócios.
O crescimento das empresas que exigem maior estruturação jurídica, como as Microempresas (ME), foi quase o triplo do avanço dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Enquanto o número de MEIs cresceu 18,98%, as demais categorias (ME, EPP e Normal) saltaram impressionantes 52,54%.
Dentro desse cenário, as Microempresas (ME) foram as grandes protagonistas. O Ceará saltou de 23.429 MEs abertas em 2024 para 34.266 em 2025, um aumento de aproximadamente 46%. Esse movimento indica que os empreendedores estão apostando em negócios mais robustos e com maior potencial de crescimento.
Para o presidente da Jucec, Eduardo Jereissati, os números comprovam uma transição do “empreendedorismo de necessidade”, muito associado ao MEI, para um “empreendedorismo de oportunidade”, mais planejado e estruturado.
“O fato de o crescimento sem MEI ser quase o triplo do crescimento do MEI prova essa mudança de perfil”, afirma Jereissati. Ele também aponta a Reforma Tributária como um fator de influência. “Essa migração para o porte de Microempresa pode ser influenciada pela defasagem do teto do MEI e pela preparação para a Reforma Tributária. Com as novas regras, empresas que optam pelo regime de ME tornam-se parceiras mais atrativas em cadeias de suprimentos e na prestação de serviços para outras empresas (B2B)”, analisa.
Confira os principais dados do levantamento da Jucec.