Ceará
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O Ceará recebeu 20.695 tubetes de insulina glargina e 5.655 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição faz parte da transição gradual da insulina NPH para a glargina, inicialmente destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária. Outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.
A transição da NPH para a glargina será feita de maneira gradual na atenção primária. A mudança depende da avaliação da equipe de saúde e não deve ser realizada por conta própria pelo paciente.
Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde havia encaminhado cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil.
Para o Ceará, foram destinados:
A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho.
Nesta primeira etapa, a insulina glargina será destinada a:
A oferta depende de avaliação clínica e prescrição médica. O público elegível será acompanhado por uma equipe multiprofissional antes da substituição do tratamento.
Para avaliar a possibilidade de troca da insulina NPH pela glargina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
É necessário levar:
Pais, responsáveis e cuidadores também podem procurar a unidade de saúde para solicitar a avaliação de crianças, adolescentes ou idosos elegíveis.
Além do medicamento, o paciente receberá uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para a aplicação.
As equipes de saúde deverão orientar os usuários sobre:
Por ter ação prolongada, a insulina glargina pode contribuir para um controle mais estável da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia em determinados pacientes.
A possibilidade de aplicação única diária também pode facilitar a adesão e a continuidade do tratamento. A resposta, no entanto, varia de acordo com as condições clínicas de cada pessoa e deve ser acompanhada por profissionais de saúde.
A ampliação da oferta ocorre por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O acordo viabiliza a produção nacional da insulina glargina e busca garantir maior segurança no abastecimento do SUS.
A distribuição está sendo realizada de forma escalonada para assegurar a organização dos estoques e o acompanhamento dos pacientes durante a mudança de tratamento.