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Ceará recebe mais de 20 mil tubetes de insulina glargina pelo SUS

Medicamento de ação prolongada será destinado inicialmente a crianças, adolescentes e idosos após avaliação clínica.
insulina glargina Ceará
A nova insulina será ofertada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica. (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)

O Ceará recebeu 20.695 tubetes de insulina glargina e 5.655 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição faz parte da transição gradual da insulina NPH para a glargina, inicialmente destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

Insulina glargina substituirá NPH gradualmente

A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária. Outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.

A transição da NPH para a glargina será feita de maneira gradual na atenção primária. A mudança depende da avaliação da equipe de saúde e não deve ser realizada por conta própria pelo paciente.

Ceará recebe tubetes e canetas reutilizáveis

Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde havia encaminhado cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil.

Para o Ceará, foram destinados:

  • 20.695 tubetes de insulina glargina;
  • 5.655 canetas reutilizáveis para aplicação.

A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho.

Quem poderá receber o medicamento

Nesta primeira etapa, a insulina glargina será destinada a:

  • crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1;
  • pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1;
  • pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 2.

A oferta depende de avaliação clínica e prescrição médica. O público elegível será acompanhado por uma equipe multiprofissional antes da substituição do tratamento.

Como solicitar a insulina glargina

Para avaliar a possibilidade de troca da insulina NPH pela glargina, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

É necessário levar:

  • receita médica emitida e carimbada;
  • documento de identificação;
  • documentos do paciente, quando a solicitação for feita por responsável ou cuidador.

Pais, responsáveis e cuidadores também podem procurar a unidade de saúde para solicitar a avaliação de crianças, adolescentes ou idosos elegíveis.

Pacientes receberão orientação sobre aplicação

Além do medicamento, o paciente receberá uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para a aplicação.

As equipes de saúde deverão orientar os usuários sobre:

  • uso correto da insulina;
  • técnica de aplicação;
  • armazenamento do medicamento;
  • rotina de acompanhamento;
  • sinais de alteração da glicemia;
  • cuidados para evitar episódios de hipoglicemia.

Tratamento pode melhorar controle da glicemia

Por ter ação prolongada, a insulina glargina pode contribuir para um controle mais estável da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia em determinados pacientes.

A possibilidade de aplicação única diária também pode facilitar a adesão e a continuidade do tratamento. A resposta, no entanto, varia de acordo com as condições clínicas de cada pessoa e deve ser acompanhada por profissionais de saúde.

Produção nacional integra parceria com o SUS

A ampliação da oferta ocorre por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O acordo viabiliza a produção nacional da insulina glargina e busca garantir maior segurança no abastecimento do SUS.

A distribuição está sendo realizada de forma escalonada para assegurar a organização dos estoques e o acompanhamento dos pacientes durante a mudança de tratamento.

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