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Álbum marca 10 anos da Caixeiros Viajantes e leva rock com cordel para a cena cearense

Banda prepara “Canções de Azar e Sorte”, com estreia do single “Subemprego” em 1º de maio.
Caixeiros Viajantes
A primeira faixa do projeto, “Subemprego”, será lançada em 1º de maio, no Dia do Trabalhador. (Foto: Daniel Calvet)

A celebração dos 10 anos da banda Caixeiros Viajantes ganhará forma em um novo álbum que une rock, cordel e referências da cultura popular nordestina. Intitulado “Canções de Azar e Sorte”, o disco será lançado em sintonia com as comemorações pelos 300 anos de Fortaleza e terá como primeira faixa “Subemprego”, prevista para chegar ao público em 1º de maio, com temática voltada à precarização do trabalho e à informalidade.

Novo disco traz trabalho, periferia e cidade como eixo

O novo projeto foi construído a partir de temas ligados ao cotidiano urbano, ao trabalho precarizado e às vivências das periferias de Fortaleza. A faixa de estreia, “Subemprego”, foi escolhida para o Dia do Trabalhador e aborda as condições instáveis do mercado, incluindo a informalidade e a chamada uberização.

No material de apresentação do disco, o álbum é descrito como um retrato da “Fortaleza profunda”, em que rios, mangues, asfalto e periferia aparecem como parte da mesma paisagem social e sonora.

Rock e música nordestina dividem o mesmo território no álbum

A nova obra reafirma a presença da música nordestina no trabalho da banda. As referências aparecem tanto na escrita, inspirada em cordel, cantoria e repente, quanto nos ritmos, com presença de maracatu e baião.

O disco também dialoga com influências de nomes como Cidadão Instigado e Siba, mantendo uma linha que já aparecia em lançamentos anteriores do grupo, como os EPs “Luzes da Cidade”, de 2017, e “Noite”, de 2021.

Formação original é mantida desde 2016

A banda segue com a mesma formação desde 2016. O grupo é composto por Pedro Anderson (voz e violão), Jefferson Juan (voz e guitarra), Wilker Andrade (voz e baixo elétrico) e Jefferson Castro (voz e bateria).

Os quatro músicos são oriundos de bairros periféricos de Fortaleza, como Jangurussu, Carlito Pamplona, José Walter e Padre Andrade, base territorial que também atravessa a produção artística do grupo.

Cordel e mitologia urbana moldam a identidade musical

Entre as músicas que ajudam a definir a identidade da banda está “O Lobisomem do Jangurussu”, faixa do EP “Luzes da Cidade”. A canção trabalha elementos de mitologia urbana para narrar a formação da comunidade do Gereba, no bairro Jangurussu.

Com composição de Pedro Anderson e participação do compositor e educador Parahyba de Medeiros, a música relaciona a lenda local ao antigo aterro sanitário da região e às condições de vida de quem sobrevive do descarte.

Show atual nasceu de pesquisa no Centro Cultural Bom Jardim

Atualmente, a banda apresenta o show “Canta Cordéis Itinerantes”, desenvolvido a partir de pesquisa realizada no Laboratório de Música do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

O trabalho teve orientação de Parahyba de Medeiros e conta com participações do ator e músico Mateus Honóri e do cordelista Edson Oliveira. A experiência formativa em territórios periféricos da cidade serviu de base para a criação do espetáculo.

Circulação da banda passou por festivais, teatros e editais

Ao longo da trajetória, o grupo passou por palcos abertos e espaços mais intimistas, com apresentações em teatros como Carlos Câmara, Sesc Emiliano Queiroz e Marcus Miranda.

Em 2018, a banda foi semifinalista do concurso nacional EDP Band Live Brasil, participou do Maloca Dragão e integrou os Laboratórios de Música do CCBJ, com orientação do músico Fernando Catatau. Em 2025, o grupo também participou do Festival Música na Ibiapaba.

Pesquisa e formação cultural também fazem parte da trajetória

Além dos shows, a banda desenvolve ações de pesquisa e formação cultural em comunidades de Fortaleza, com oficinas de musicalização de cordéis.

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