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Bolsonaro passa por cirurgia para tratar obstrução intestinal

Procedimento durou mais de 11 horas e foi considerado o mais complexo desde a facada na campanha presidencial.
A operação foi a sexta desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. (Foto: José Aldenir)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou neste domingo (13) por uma cirurgia abdominal de grande porte para tratar uma obstrução intestinal. A operação foi a sexta desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 e foi classificada como a mais longa e complexa já realizada no ex-mandatário.

A cirurgia teve início por volta das 10h da manhã e foi concluída pouco depois das 21h, conforme publicação feita pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em suas redes sociais. Após o procedimento, Bolsonaro foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde permanece em estado clínico estável e sem dores, segundo boletim médico divulgado.

De acordo com a nota da instituição, a cirurgia foi necessária para corrigir uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal. A equipe médica optou pela realização de uma laparotomia exploradora, procedimento que consiste na abertura da parede abdominal para a liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O hospital destacou que não houve necessidade de transfusão de sangue durante a operação.

Bolsonaro havia sido transferido de Natal (RN) para a capital federal no sábado (12), após apresentar um quadro persistente de subobstrução intestinal durante viagem ao interior do estado para compromissos partidários. Segundo o DF Star, exames laboratoriais e de imagem indicaram a ineficácia das medidas clínicas iniciais, levando à decisão pela intervenção cirúrgica.

A cirurgia deste domingo superou em duração a realizada em janeiro de 2019, quando Bolsonaro passou por procedimento para retirada de bolsa de colostomia, que durou sete horas devido ao grande número de aderências intestinais.

A obstrução enfrentada atualmente é atribuída à formação dessas aderências biológicas — estruturas semelhantes a cordões formadas por processos cicatriciais anteriores —, que podem grudar partes do intestino, causando interrupção na passagem de alimentos.

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