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Acordo histórico regulariza barracas da Praia do Futuro e encerra impasse de mais de 20 anos

Entendimento entre Governo do Ceará, União, Prefeitura de Fortaleza e empresariado evita demolições, garante permanência das estruturas e prevê requalificação urbanística da orla.
barracas da Praia do Futuro
O entendimento põe fim a um impasse judicial de mais de 20 anos, que previa a demolição das estruturas. (Foto: Hiane Braun)

Fortaleza encerrou nesta quarta-feira (8) um dos impasses mais emblemáticos de sua orla. Em um acordo articulado entre Governo do Ceará, União, Prefeitura de Fortaleza e empresários, as barracas da Praia do Futuro foram regularizadas, afastando o risco de demolição e estabelecendo um novo modelo de ocupação do espaço. Além de garantir segurança jurídica e ambiental, o entendimento abre caminho para a requalificação da área, com novo calçadão, iluminação e paisagismo.

Acordo encerra disputa judicial e evita demolições

O pacto coloca fim a uma controvérsia que se arrastava há mais de duas décadas em torno da permanência das barracas na Praia do Futuro. Com a assinatura do termo, fica assegurada a manutenção das estruturas já existentes, desde que sejam feitas adaptações físicas para atender às exigências do novo modelo estabelecido.

Na prática, o acordo encerra o processo judicial que previa a demolição das barracas e substitui o cenário de incerteza por uma solução negociada entre os entes públicos e o setor produtivo.

Entendimento prevê adequações e cobrança pelo uso da área

Pelo acordo, os proprietários das barracas continuarão utilizando o espaço, mas passarão a cumprir novas regras. Entre elas, está o pagamento anual da chamada Cessão de Uso Onerosa, além da quitação, em condições facilitadas, de valores referentes à ocupação da área nos últimos dez anos.

O modelo prevê formas parceladas e facilitadas de pagamento, o que busca conciliar regularização, viabilidade econômica e estabilidade para os empreendedores.

Elmano destaca diálogo e preservação de patrimônio da cidade

Ao comentar o acordo, o governador Elmano de Freitas afirmou que a solução só foi possível por meio do diálogo institucional e destacou o valor simbólico da medida para Fortaleza e para o Ceará.

Segundo ele, o entendimento preserva um espaço que considera parte do patrimônio histórico e cultural da capital, ao mesmo tempo em que assegura a continuidade da atividade econômica na região.

União ressalta pactuação e respeito às peculiaridades da praia

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck — citada no evento como Esther — enfatizou que o acordo representa uma solução construída por meio de negociação e pactuação entre os envolvidos.

A avaliação é de que o termo respeita as características específicas da Praia do Futuro e cria condições para tornar a área ainda mais relevante sob os pontos de vista urbano, turístico e econômico.

Prefeitura anuncia requalificação da Praia do Futuro

Durante o evento, também foi assinada a ordem de serviço para a requalificação da Praia do Futuro. Segundo o prefeito Evandro Leitão, a intervenção deve reforçar o potencial turístico da área e consolidar o novo momento da orla.

Entre as melhorias anunciadas estão:

  • novo calçadão
  • parque de iluminação
  • paisagismo
  • reforço da atratividade urbana e turística da região

A expectativa do município é que a regularização das barracas e a urbanização do entorno fortaleçam a Praia do Futuro como um dos principais cartões-postais de Fortaleza.

Empresários comemoram segurança jurídica e perspectiva de modernização

Para o setor empresarial, o acordo representa uma virada de chave. A presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, afirmou que a expectativa é de uma praia mais segura, moderna e com urbanização mais adequada.

A leitura dos barraqueiros é que o termo vai além de uma simples formalização documental e deve produzir efeitos concretos sobre o ambiente de negócios, o turismo e a dinâmica econômica de toda a região.

Medida impacta turismo, economia e uso público da orla

Além do efeito jurídico, o acordo tem potencial para repercutir em diferentes frentes:

  • turismo, ao reduzir a insegurança institucional sobre um dos principais destinos de Fortaleza
  • economia, ao preservar empregos e incentivar novos investimentos
  • urbanismo, com a previsão de requalificação da área
  • interesse público, ao compatibilizar atividade econômica com acesso da população à praia

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