Ceará
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Isabelle Caracristi, de 22 anos, respondia a um processo cível que tramitava na Justiça do Rio Grande do Sul antes da morte. A ação foi apresentada em junho de 2025, na comarca de Santa Maria, e envolve um pedido de indenização por danos materiais e morais. Na petição inicial, a autora relata que conheceu Isabelle pelo TikTok, em 2024, e afirma ter sofrido prejuízos financeiros após transações que, segundo sua versão, envolviam a promessa de retorno de valores. A autora também afirma ter registrado um boletim de ocorrência para pedir a apuração criminal dos fatos.
As acusações aparecem na petição como alegações da autora. O processo cível apresentado não representa, por si só, uma condenação ou uma decisão judicial reconhecendo que Isabelle praticou as condutas descritas.
De acordo com a petição inicial, a autora conheceu Isabelle em julho de 2024 por meio do TikTok, onde a jovem utilizava o pseudônimo “Morgana” em atividades de streaming. A autora afirma que as duas desenvolveram uma relação de confiança a partir do contato pela plataforma.
Segundo o relato apresentado à Justiça, em agosto daquele ano Isabelle teria apresentado uma proposta relacionada a um jogo chamado “Gráfico”, com a promessa de que a autora receberia um retorno financeiro após realizar transferências.
A petição afirma que a autora realizou pagamentos em 27 e 28 de agosto de 2024. Depois disso, em janeiro de 2025, ainda segundo a versão apresentada no processo, Isabelle teria solicitado um empréstimo à autora, que também não teria sido devolvido.
A autora afirma que, ao cobrar os valores e tentar obter explicações, passou a receber justificativas sobre dificuldades para retirar o dinheiro. Posteriormente, diz ter sido bloqueada por Isabelle nas plataformas de comunicação.
Na ação apresentada ao Juizado Especial Cível de Santa Maria, a autora pede reparação pelos prejuízos que afirma ter sofrido. O processo é descrito na petição como uma ação de indenização por danos morais e materiais.
Na petição, a autora sustenta que sofreu prejuízo financeiro e também danos de natureza moral em razão da situação descrita.
Entre os pedidos apresentados à Justiça estão:
R$ 10 mil por danos morais;O valor atribuído à causa é de R$ 10.580. Os valores das transferências mencionadas na narrativa da petição aparecem sem identificação no documento disponibilizado.
A autora afirma que, em 13 de fevereiro de 2025, registrou um boletim de ocorrência para comunicar os fatos à polícia e pedir a apuração de uma possível prática de estelionato.
A petição inicial também sustenta que os fatos narrados poderiam caracterizar o crime previsto no artigo 171 do Código Penal. Essa classificação, entretanto, faz parte da argumentação apresentada pela autora no processo.
O documento analisado não equivale a uma decisão criminal reconhecendo a prática de estelionato por Isabelle. A ação que tramita na Justiça do Rio Grande do Sul é de natureza cível e busca, entre outros pontos, a reparação dos supostos prejuízos.
Isabelle Caracristi, estudante de Direito, foi encontrada morta em 13 de setembro de 2026, no pátio do condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), as análises preliminares apontam que ela sofreu politraumatismo após queda do rooftop do prédio.
O namorado, João Munhoz Neto, foi preso na terça-feira (22) por suspeita de indução ao suicídio e violência psicológica. A investigação da Polícia Civil segue em andamento, com mais de dez testemunhas ouvidas e centenas de vídeos analisados.