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Irmão diz que Isabelle Caracristi estava grávida quando morreu

Polícia procura namorado da estudante, encontrada morta em condomínio de Fortaleza; laudo apontou politraumatismo.
Isabelle Caracristi Fortaleza
A Polícia Civil procura o namorado da jovem, enquanto a perícia apontou politraumatismo e sinais de impacto com o solo. (Foto: Reprodução)

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, estava grávida quando foi encontrada morta no Condomínio La Piazza, em Fortaleza, segundo o irmão dela, Rafael Magalhães. A família teria descoberto a gestação por meio de informações encontradas no celular da jovem, mas ainda não há confirmação sobre o tempo de gravidez nem manifestação oficial da Perícia Forense sobre o caso.

Polícia procura namorado da vítima

O namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, é procurado pela Polícia Civil do Ceará. A jovem morava com ele no condomínio onde foi encontrada morta.

A mãe do homem foi localizada na noite de domingo (20), na Praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante a ação, os policiais apreenderam um celular e um tablet, que serão submetidos a perícia.

A SSPDS não informou publicamente, até o momento, a localização do namorado nem detalhou quais medidas judiciais foram adotadas contra ele.

Laudo aponta politraumatismo

Em nota divulgada no domingo, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a morte foi causada por politraumatismo. O corpo também apresentava sinais compatíveis com impacto contra o solo.

Exames laboratoriais não identificaram substâncias de interesse toxicológico no organismo da estudante.

A Polícia Civil ainda não divulgou a dinâmica da ocorrência. Segundo a SSPDS, somente ao final da investigação será possível determinar os fatores que contribuíram para a morte.

Câmeras do condomínio são analisadas

As imagens das câmeras de segurança do condomínio foram entregues à Polícia Civil e estão sendo analisadas.

A investigação já identificou a cronologia dos deslocamentos feitos por Isabelle e pelo namorado no domingo (13). Quatro pessoas foram ouvidas, e outras quatro ainda devem prestar depoimento.

Equipes da Polícia Civil estiveram no condomínio durante o fim de semana para:

  • coletar vestígios de DNA;
  • registrar imagens do local;
  • periciar áreas comuns do prédio;
  • analisar elementos que possam esclarecer a ocorrência.

Família relata relacionamento abusivo

Rafael Magalhães afirmou que o relacionamento entre Isabelle e o namorado era abusivo e envolvia monitoramento constante e atos de intimidação.

Segundo o irmão, a relação havia começado em julho, depois que os dois se conheceram no escritório de advocacia onde Isabelle estagiava. Colegas de trabalho teriam relatado à família que o homem tentava controlar a jovem, inclusive com gritos e batidas na mesa.

Ainda conforme o familiar, o namorado destacava sua posição profissional, o imóvel onde morava e a origem familiar para impressionar Isabelle. Ele também teria influenciado a estudante a trabalhar além do horário previsto para o estágio.

As afirmações fazem parte dos relatos apresentados pela família e ainda são objeto de apuração policial.

Pertences pessoais continuam com o namorado

De acordo com o irmão da vítima, documentos pessoais e informações bancárias de Isabelle continuam sob posse do namorado.

A família teme que os dados sejam utilizados em movimentações financeiras indevidas. A Polícia Civil deve apurar também a localização dos pertences e a eventual existência de movimentações posteriores à morte da estudante.

Até o momento, não há confirmação pública de que tenha ocorrido qualquer operação financeira irregular.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil do Ceará continua reunindo depoimentos, imagens e vestígios periciais para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle.

A SSPDS reforça que a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades só poderão ser definidas após a conclusão da investigação. O namorado da vítima é procurado, mas não foi oficialmente apontado como responsável pela morte.

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