Entretenimento
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O Museu da Fotografia Fortaleza abre, neste sábado (12), a exposição “Territórios de si: a pausa e o sonho”. A mostra reúne trabalhos do Grupo de Análises e Estudos da Imagem Contemporânea (GAEIC/IMAGINE-UFC) e propõe uma reflexão sobre memórias, afetos, pertencimento e diferentes formas de representar a experiência humana. A visitação segue até 11 de outubro.
O percurso da exposição é estruturado a partir de dois movimentos: a pausa e o sonho.
A pausa aparece como um convite à interrupção do ritmo cotidiano. A proposta é que o visitante observe as imagens com mais tempo e atenção, estabelecendo relações entre as próprias memórias e as experiências presentes nas obras.
Já o sonho conduz a fotografia para além do registro documental. As imagens incorporam elementos de fabulação e construções oníricas para dar visibilidade a subjetividades, lembranças e experiências que nem sempre aparecem nos registros oficiais.
A exposição marca a segunda edição da pesquisa desenvolvida pelo GAEIC/IMAGINE-UFC. Depois de investigar a paisagem como metáfora, o grupo volta-se ao conceito de território.
Na mostra, o território não é compreendido apenas como um espaço físico. Ele aparece como um mapa sensível e simbólico, formado por histórias pessoais, referências culturais, afetos e diferentes formas de pertencimento.
As obras registram cenas sutis do cotidiano e também apresentam composições abstratas. Juntas, elas constroem um percurso visual sobre a relação do indivíduo consigo mesmo, com o outro e com o mundo.
Esta será a primeira vez que uma exposição originada de um trabalho educativo do Museu da Fotografia ocupará o espaço principal do equipamento.
A iniciativa amplia a participação de grupos de pesquisa e formação na programação do museu e aproxima o público de diferentes perspectivas da fotografia contemporânea.
Para o curador, pesquisador e coordenador do GAEIC, Fernando Maia da Cunha, a fotografia pode criar passagens para universos interiores.
“É nesse silêncio partilhado, entre o despertar e o onírico, que a fotografia revela sua maior força: o poder de ressignificar o humano em toda sua inapreensível complexidade”, afirma.
Exposição “Territórios de si: a pausa e o sonho”