Poder
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Ciro Gomes e Elmano de Freitas elevaram o tom durante debate promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO nesta quinta-feira (27), no Cariri. O principal confronto ocorreu em torno da segurança pública, com os candidatos trocando acusações sobre a chegada e a expansão de facções criminosas no Ceará.
No primeiro bloco, Ciro responsabilizou a atual gestão pelo avanço da criminalidade e questionou declarações anteriores de Elmano sobre a existência de territórios dominados por organizações criminosas.
O tucano afirmou que o governador não reconheceria a dimensão da violência no Estado e citou homicídios e expulsões de moradores. Ciro também negou que as facções tenham se instalado no Ceará durante o período em que governou o Estado.
“Quando você diz que o problema é nacional, todo mundo sabe que é nacional, mas aqui no Ceará, a sua fraqueza, a sua incompetência e a conivência com organizações criminosas é que permitiram esse abuso”, afirmou Ciro.
Elmano rebateu e associou a chegada das primeiras facções ao Ceará ao período em que Ciro esteve à frente do Governo do Estado. O petista também citou a passagem do adversário como consultor da segurança pública e o motim de policiais ocorrido no Estado.
“Há três momentos cruciais da violência no Ceará. Um, quando ele foi governador, as facções chegaram e se plantaram. O segundo, quando ele foi consultor da segurança pública do Ceará, em 2013, foram os dois anos em que mais morreu gente nesse Estado”, declarou Elmano.
O debate também teve perguntas sobre o aliciamento de jovens por facções criminosas, principalmente em municípios do Interior.
Elmano destacou ações do governo voltadas às áreas mais violentas, como a distribuição de tablets e programas de concessão de bolsas. O governador também defendeu a ampliação de políticas para idosos e prometeu construir um Hospital do Idoso.
Ciro afirmou que a prevenção ao recrutamento pelo crime organizado depende da oferta de renda, de mudanças na educação e da criação de novas perspectivas para a juventude. O candidato propôs ampliar a presença da cultura digital nas escolas, com uso de inteligência artificial e aplicativos.
Os candidatos também discutiram a geração de empregos no Interior, os efeitos da reforma tributária, o atendimento a famílias atípicas e os investimentos em saúde.
Ciro criticou a execução de obras, os indicadores de pobreza e os recursos destinados à política estadual de juventude. Elmano, por outro lado, defendeu as ações da própria gestão e dos ex-governadores Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT).
O governador afirmou que 400 mil pessoas saíram da extrema pobreza no Ceará e citou resultados relacionados à geração de empregos e aos investimentos realizados no Cariri.
Na etapa final do debate, Ciro questionou Elmano sobre a dificuldade de localizar e prender o ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), que está foragido. O tucano também fez acusações sobre relações políticas do governador com aliados.
Elmano respondeu mencionando vínculos políticos anteriores de Bebeto com integrantes do grupo de Ciro. O governador também voltou a defender Camilo Santana após críticas do adversário.
Ao atacar a atual gestão, Ciro afirmou que o “velho coronelismo” estaria de volta ao Ceará. Elmano rebateu dizendo que o adversário estaria movido pela insatisfação com o rompimento político ocorrido entre Ciro e Camilo.