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Operação Omertá investiga crime organizado nas eleições em Sobral

Ação cumpre 14 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e determina afastamento de cinco agentes públicos.
Operação Omertá
As medidas foram autorizadas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza e apuram suspeitas de interferência de organizações criminosas. (Foto: PFCE)

A Operação Omertá foi deflagrada nesta terça-feira (11) para investigar a possível atuação de uma organização criminosa nas eleições de 2024 e no processo eleitoral de 2026 em Sobral, no interior do Ceará. A ação cumpre 14 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e determina o afastamento cautelar de cinco agentes públicos. Entre os investigados está um advogado suspeito de exercer funções ligadas à liderança e à execução de ordens do grupo.

Operação cumpre prisões e buscas em Sobral

A operação tem como objetivo cumprir:

  • 14 mandados de prisão preventiva;
  • 25 mandados de busca e apreensão;
  • cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos.

Três parlamentares tiveram prisões preventivas decretadas e foram afastados do exercício dos mandatos pelo prazo inicial de 180 dias. Dois outros agentes públicos também foram afastados pelo mesmo período.

Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes dos alvos.

As buscas têm como finalidade apreender documentos, celulares e outros materiais que possam contribuir para o avanço da investigação.

Investigação apura atuação em eleições de 2024 e 2026

Segundo as autoridades, o grupo investigado teria atuado nas eleições municipais de 2024 e continuaria tentando interferir no processo eleitoral de 2026 em Sobral.

A apuração tramita sob segredo de Justiça e envolve suspeitas de atuação organizada para influenciar a escolha dos eleitores e controlar o acesso de candidatos a determinadas áreas do município.

Entre os alvos está um advogado suspeito de integrar a organização criminosa. Conforme a investigação, ele exerceria funções relacionadas ao núcleo de liderança e à execução de ordens voltadas à interferência no processo eleitoral.

Grupo teria cobrado “pedágio eleitoral”

De acordo com o Ministério Público do Ceará, a organização criminosa investigada cobraria uma espécie de “pedágio eleitoral” de aproximadamente R$ 60 mil de candidatos que desejassem acessar alguns bairros de Sobral durante a campanha.

O grupo também teria utilizado coação e ameaças para tentar influenciar a decisão política dos eleitores.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e deverão ser analisadas ao longo do processo judicial.

Crimes investigados

A apuração reúne suspeitas de diferentes crimes, entre eles:

  • integração a organização criminosa;
  • domínio social estruturado;
  • extorsão;
  • corrupção eleitoral;
  • impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral;
  • lavagem de capitais.

As medidas cautelares foram solicitadas em conjunto pela FICCO/CE, pela 3ª Promotoria Eleitoral e pelo GAEL.

Além das prisões, buscas e afastamentos, a Justiça determinou outras providências para preservar a investigação.

Justiça proíbe contato com testemunhas

Entre as medidas cautelares determinadas está a proibição de contato entre os investigados e as testemunhas do caso.

A Justiça também ordenou que a Câmara Municipal de Sobral apresente a relação completa de:

  • servidores ocupantes de cargos comissionados;
  • pessoas em funções de confiança;
  • contratados temporários vinculados ao Legislativo Municipal.

A medida busca auxiliar o levantamento da estrutura administrativa relacionada aos fatos investigados.

FICCO reúne forças estaduais e federais

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará é formada por órgãos de segurança estaduais e federais.

Participam da estrutura:

  • Polícia Federal;
  • Polícia Civil do Ceará;
  • Polícia Militar do Ceará;
  • Polícia Penal do Ceará;
  • Secretaria Nacional de Políticas Penais.

A operação também conta com a atuação do Ministério Público Eleitoral e do Grupo Auxiliar Eleitoral.

Investigação corre sob segredo de Justiça

O processo investigativo está sob segredo de Justiça. Por esse motivo, as autoridades ainda não divulgaram todos os detalhes sobre os alvos, os locais das buscas e o conteúdo das provas reunidas.

Uma entrevista coletiva foi programada para as 10h, na sede das Promotorias de Justiça de Sobral, para apresentar informações sobre a operação.

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