Poder
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Aos 56 anos, Elmano de Freitas da Costa disputa a reeleição ao Governo do Ceará como candidato do Partido dos Trabalhadores, partido ao qual é filiado há 37 anos. A oficialização ocorreu em convenção estadual realizada no Centro de Eventos de Fortaleza, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Natural de Baturité, no maciço cearense, Elmano é filho de um agricultor e de uma professora e construiu sua trajetória política a partir das Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica, da advocacia popular e da defesa jurídica de movimentos sociais como o MST. Eleito governador em 2022 com 54,02% dos votos válidos no primeiro turno, sucedendo Camilo Santana. Elmano agora tenta manter o PT no Palácio da Abolição por mais quatro anos.
Nascido em 12 de abril de 1970 em Baturité, Ceará, Elmano é um dos cinco filhos do agricultor Francisco Feitosa da Costa, conhecido como “seu Odilon”, e da professora Elma de Freitas da Costa. Sua militância começou nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica, experiência que o aproximou das causas sociais que orientariam toda a sua carreira.
Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e, filiando-se ao PT em 1989, atuou como advogado na Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) entre 2001 e 2009, prestando assistência jurídica gratuita a trabalhadores e movimentos sociais, incluindo a defesa jurídica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em casos levados às mais altas cortes do país.
Sua trajetória política institucional teve início na gestão da então prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Em 2008, coordenou a campanha de reeleição de Luizianne e, a partir de 2009, assumiu a Comissão de Participação Popular do gabinete da prefeita — instrumento de gestão ligado ao Orçamento Participativo. Entre 2011 e 2012, exerceu o cargo de secretário municipal de Educação de Fortaleza, licenciando-se em junho de 2012 para concorrer à prefeitura da capital.
Na eleição municipal de 2012, Elmano foi candidato a prefeito de Fortaleza pelo PT, obtendo quase 600 mil votos e avançando para o segundo turno, onde foi derrotado por Roberto Cláudio (PSB). Em 2013, assumiu a presidência do diretório municipal do PT em Fortaleza.
Elegeu-se deputado estadual pela primeira vez em 2014, com 44 mil votos, e foi reeleito em 2018 com 68.594 votos. Na Assembleia Legislativa, assumiu em 2017 a presidência da Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace) e protagonizou a articulação de aprovação de medidas vinculadas ao governo Camilo Santana.
Em 2022, foi indicado por Camilo Santana — que se afastava do governo para candidatar-se ao Senado — como candidato do PT ao Governo do Ceará. A escolha marcou o rompimento de 16 anos de aliança entre PT e PDT no estado, pois o então correligionário Ciro Gomes defendia a candidatura de Roberto Cláudio. Elmano venceu no primeiro turno com 2.808.300 votos (54,02%), derrotando Capitão Wagner (União Brasil), que obteve 32,15%.
A candidatura à reeleição de Elmano de Freitas se apoia na Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — e conta com uma rede de alianças que reflete a articulação entre o governo estadual, o governo federal e lideranças históricas do centrão cearense.
A vice-governadora na chapa é Gabriella Aguiar (PSD), substituindo Jade Romero (MDB), que ocupava o cargo desde 2023 e retornou ao PT em abril de 2026. Para o Senado, a chapa lança Cid Gomes (PSB) — irmão de Ciro Gomes e senador em exercício —, em uma jogada que renova a rixa familiar dos Ferreira Gomes, com os dois irmãos em lados opostos da disputa eleitoral.
O senador Camilo Santana (PT), ex-governador e atual ministro da Educação no governo Lula, é o principal articulador político da chapa, funcionando como ponte entre o Palácio do Planalto e o Palácio da Abolição. A presença de Lula na convenção de lançamento reforçou a articulação entre a candidatura presidencial e a estadual.
O Republicanos também oficializou apoio à reeleição de Elmano em convenção estadual. Além disso, os partidos União Brasil e Progressistas, em convenções separadas da Federação União Progressista, decidiram apoiar Elmano — configurando o outro lado do litígio judicial que opõe a chapa de Ciro Gomes. A direção nacional da Federação União Progressista confirmou a validade da convenção estadual que declarou apoio a Ciro.