Economia
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Fortaleza encerra o primeiro semestre de 2026 com sinais positivos na economia doméstica. As pesquisas do IPDC, da Fecomércio Ceará, apontam aumento da confiança do consumidor, maior disposição para compras e melhora dos indicadores de crédito das famílias.
O percentual de consumidores endividados caiu para 69,1%, recuo em relação a maio. Já as contas em atraso recuaram para 17,3%, o menor patamar desde a pandemia. A inadimplência potencial também melhorou e ficou em 8,1%.
O endividamento aparece mais concentrado entre mulheres, adultos de 25 a 34 anos e famílias com renda acima de sete salários mínimos. O cartão de crédito segue como principal modalidade de dívida.
A maior parte dos consumidores afirma fazer orçamento mensal e controlar receitas e despesas. O valor médio das dívidas ficou em R$ 1.899, com prazo médio de oito meses para quitação.
O Índice de Confiança do Consumidor subiu para 125,4 pontos em junho, acima do mês anterior. A pesquisa mostra que mais de metade dos entrevistados vê o período como favorável à compra de bens duráveis, e a intenção de consumo também avançou.
Entre os itens mais procurados estão geladeiras, móveis, roupas, televisores e máquinas de lavar. O gasto médio planejado foi estimado em R$ 624,89.
Segundo a Fecomércio, festas juninas, férias escolares, turismo e a proximidade da Copa do Mundo ajudam a sustentar o otimismo e podem impulsionar o varejo e os serviços na capital.