Lua Cheia Azul em Sagitário não vai errar o alvo.
A flecha da verdade vem para retirar o véu de tudo aquilo que nos mantém na ilusão das mentiras que contamos a nós mesmos.
Mas, primeiro, vamos entender por que ela é chamada de Lua Azul.
A Lua manterá seu mesmo prateado encantador de sempre. O nome não se refere à sua cor, mas à raridade do acontecimento.
Chamamos de Lua Azul quando a segunda Lua Cheia ocorre dentro do mesmo mês.
O ciclo lunar dura, em média, 29 dias e meio, por isso é incomum que duas luas cheias aconteçam dentro do mesmo mês. Esse fenômeno ocorre apenas a cada dois ou três anos.
E é exatamente isso que acontece agora. O mês de Maio se abriu com uma Lua Cheia em Escorpião, no dia 1º, signo de grande intensidade, e se encerra com uma Lua Cheia em Sagitário, no dia 31, signo da expansão e da fé.
Ou seja, em um único mês fomos conduzidos às cavernas intensas, densas e profundas de Escorpião, onde encaramos dores e enxergamos aquilo que precisava ser curado. Agora, passamos pela transformação da forja para chegar ao ato luminoso de Sagitário, onde descansamos para recuperar nossa esperança. Ufa!
O céu nos oferece uma força especial, presenteando-nos com uma porta extra de transformação dentro de um mesmo ciclo.
Sagitário é o arqueiro que mira o infinito. Guerreiro de uma única flecha.
É um signo de fogo, representado por uma das imagens mais ricas do céu: o Centauro, ser metade cavalo e metade homem, que ergue seu arco e lança sua flecha para o alto.
E os temas desse “alto” de Sagitário são: a fé, a verdade, a sabedoria, as grandes viagens, a liberdade e a busca por significado.
A sabedoria antiga resume a alma desse signo em uma frase muito completa:
“Eu vejo a meta, alcanço a meta e então vejo outra meta.”
Existe também uma inquietação natural em quem carrega essa forte energia sagitariana. Uma vontade constante de ir além. E essa fome de horizonte não é uma falha em você; é a flecha querendo ser disparada para o alto.
O céu pede uma escolha: a preocupação ou a fé.
A preocupação cria a ilusão de que temos controle sobre tudo, mas, na verdade, ela nos rouba o presente e cansa a alma.
Sagitário vem ensinar que existe uma inteligência maior que rege a tudo e a todos. Confiar vai além de um ato de fé; é um ato de força. E a verdadeira força nunca enfraquece.
A Lua, nisso tudo, é o ponto central dessas duas forças necessárias.
Ela chega para iluminar situações, pessoas e verdades que você talvez ainda não enxergava, e ao enxergá-las, tenha coragem de soltá-las.
O arqueiro não carrega bagagem inútil ao subir a montanha. Ele larga o que pesa, ergue o arco e mira para o alto.
A Lua atingirá sua plenitude nas primeiras horas da manhã de domingo. Portanto, solte aquilo que o prende.
É fácil soltar quando sabemos exatamente o que nos aprisiona. Mas, mesmo que você ainda não saiba com clareza, observe aquilo que já não lhe traz felicidade.
Essa lua chega com um lembrete sagrado: A vida trabalha em ciclos. O que precisa ir, deve ir.
Use o alto de Sagitário para reencontrar a fé. Olhe para o céu e conecte-se com o seu sagrado. Mire no seu propósito interno e lance a flecha para o mais profundo do seu ser, porque é lá que estão guardados os seus mais belos tesouros.
Esta Lua está alinhada com Antares, estrela descrita pelos antigos como “a estrela da mudança”.
E quando ela brilha, portas se abrem.
Mas atenção: nem toda convicção é sabedoria.
Então, às 5h45 deste domingo, desperte para agir, sonhar e realizar.
A astrologia, para mim, não aponta o que vai acontecer. Ela revela aquilo que já pulsa em silêncio dentro de nós.
É linguagem simbólica. É convite. É consciência.
Que cada leitura não seja uma resposta, mas uma pergunta mais profunda.
Que cada signo não o limite, mas o expanda.
Porque, no fim, não são os astros que conduzem a vida. É a forma como você escolhe se reconhecer sob eles.
E sob esta Lua que chega cercada de mistérios, intensa e mágica, que tenhamos uma excelente semana.
Brunna Cavalcante
Astróloga Sistêmica