Entretenimento
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O pianista e compositor cearense Paulo Rodrigo lançou o clipe “Baturité” com uma imagem de forte apelo visual: o artista tocando piano no meio de uma queda d’água de 84 metros na Cachoeira do Perigo, no Maciço de Baturité. O audiovisual integra a terceira temporada do projeto “Orgulho de Ser Cearense”, com apoio do Sesc e da Fecomércio, e combina música autoral, paisagem e valorização do patrimônio local.
O ponto central do vídeo é a performance na Cachoeira do Perigo, registrada em uma operação que exigiu logística complexa e construção visual cuidadosa. Mais do que um gesto cenográfico, a escolha da locação ajuda a sustentar o discurso do projeto: ligar a trajetória do artista ao território onde ela começou.
Na leitura de Paulo Rodrigo, tocar sob a imponência da cachoeira traduz a força simbólica de Baturité em sua formação pessoal e musical. A cena funciona, assim, como espetáculo visual e também como declaração de vínculo com a cidade e com o interior cearense.
O clipe não se limita ao impacto da cachoeira. O roteiro também passa por espaços que ajudam a compor uma leitura afetiva e patrimonial de Baturité, como o Recanto das Cachoeiras, a Catedral de Baturité, o Monumento de Nossa Senhora de Fátima e o Centro de Referência do Café.
Esse percurso amplia o alcance do vídeo. Em vez de apenas ilustrar uma música, o trabalho constrói uma espécie de vitrine do Maciço de Baturité, associando natureza, memória, religiosidade e tradição produtiva. O resultado aproxima o audiovisual de uma estratégia de promoção cultural e turística do território.
Inserido na terceira temporada de “Orgulho de Ser Cearense”, o clipe reforça a proposta do projeto de usar música autoral e linguagem cinematográfica para destacar identidades locais. Com apoio do Sesc e da Fecomércio, a iniciativa busca conectar o público a histórias, paisagens e símbolos do Ceará por meio de obras com forte apelo visual.
Nesse contexto, “Baturité” opera em duas frentes ao mesmo tempo: projeta o trabalho artístico de Paulo Rodrigo e transforma a cidade em narrativa, convertendo paisagem em argumento de pertencimento e valorização cultural.