Esporte
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A crise de Gana ganhou novo capítulo com a demissão de Otto Addo, anunciada a pouco mais de 70 dias da Copa do Mundo de 2026. A saída do treinador ocorreu após a derrota por 2 a 1 para a Alemanha, em amistoso disputado em Stuttgart, e em meio a uma sequência de quatro resultados negativos seguidos que agravou o momento da equipe.
A derrota para a Alemanha foi a gota d’água para a saída de Otto Addo. Antes disso, a seleção ganesa já havia sido superada por Áustria, Coreia do Sul e Japão, ampliando o jejum de vitórias e elevando a pressão sobre a comissão técnica.
A série recente de resultados foi a seguinte:
O revés diante da Alemanha tornou o ambiente ainda mais instável. Além de representar mais uma atuação sem reação suficiente, o resultado consolidou o momento negativo de uma equipe que já vinha sob cobrança intensa dentro e fora da federação.
O amistoso em Stuttgart acabou funcionando como ponto final de um trabalho que já chegava pressionado.
A permanência de Otto Addo já estava ameaçada desde a campanha nas eliminatórias da última Copa Africana de Nações. Na ocasião, Gana somou apenas três pontos em seis jogos e foi eliminada em um grupo com Angola, Sudão e Níger.
O desempenho agravou as dúvidas sobre o rumo técnico da seleção e abriu um desgaste que não foi revertido nos amistosos seguintes.
Otto Addo estava no comando da seleção ganesa desde 2024, em sua segunda passagem pela equipe principal. Em 2022, ele havia dirigido o país na Copa do Mundo do Catar.
A troca de comando acontece em momento delicado, com prazo curto para reorganização da equipe antes da disputa do Mundial de 2026.
A saída do treinador abre uma nova frente de instabilidade na reta final de preparação para a Copa. Sem continuidade no comando técnico, a seleção passa a conviver com dúvidas sobre modelo de jogo, escolhas de elenco e capacidade de reação a tempo do torneio.
A federação agora precisa definir rapidamente o substituto para evitar que a crise avance ainda mais no período pré-Mundial.