Poder
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A filiação do vereador de Fortaleza Gardel Rolim ao Republicanos foi anunciada nesta nova etapa da movimentação partidária iniciada após sua saída do PDT, no cenário político da capital cearense, por meio de publicação nas redes sociais ao lado de lideranças da sigla, com o objetivo de fortalecer a chapa da legenda para a disputa de deputado estadual, enquanto continua a controvérsia judicial sobre a legalidade da mudança de partido e a manutenção de seu mandato.
A entrada no Republicanos abre um novo capítulo na trajetória partidária do parlamentar e consolida mais uma alteração de legenda em um intervalo curto. Antes da nova filiação, Gardel já havia deixado o PDT, partido pelo qual foi eleito para a Câmara de Fortaleza, e migrado para o PRD, movimento que gerou reação da antiga sigla.
A nova filiação acontece depois da troca do PDT pelo PRD, mudança que se tornou alvo de contestação política e judicial. Na prática, o ingresso no Republicanos insere o vereador em uma legenda que deve utilizá-lo para reforçar a composição da chapa na eleição para deputado estadual.
Ao comunicar a chegada ao novo partido, Gardel associou a decisão a uma nova fase de sua vida pública. Em publicação nas redes sociais, ao lado do presidente da legenda, Chiquinho Feitosa, e do vereador Michel Lins, também recém-filiado à sigla, o parlamentar afirmou que a mudança representa “um novo capítulo” em sua trajetória política.
Na manifestação divulgada nas redes, Gardel afirmou que seguirá com compromisso de atuação política baseado em responsabilidade, transparência e diálogo. O anúncio, porém, ocorre sob o peso da disputa aberta com o PDT em torno da regularidade da saída do partido.
A troca de legenda continua produzindo efeitos jurídicos. O Diretório Estadual do PDT, presidido pelo deputado federal André Figueiredo, acusa Gardel de infidelidade partidária e pede a perda do mandato. O argumento central é o de que a mudança partidária não teria seguido os trâmites exigidos pela legislação e pela organização interna da sigla.
Após a primeira troca de legenda, Gardel afirmou, em nota, que a desfiliação do PDT ocorreu “dentro da legalidade” e que o partido teria sido comunicado antes da saída, ainda em janeiro. O vereador também disse lamentar a tentativa de transformar um tema jurídico em disputa política midiática.
Em outra manifestação, a defesa do parlamentar afirmou que a decisão de deixar o PDT não foi repentina nem tomada sem conhecimento da direção partidária. Segundo essa versão, a legenda já tinha ciência de sua insatisfação diante de situações de falta de reconhecimento político e ausência de diálogo interno.