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Projeto de bicicletas elétricas encerra testes com autonomia acima de 100 km em Fortaleza

Relatório final da fase de testes aponta ganho de produtividade, além de redução do desgaste físico e ampliação do raio de atendimento.
bicicletas elétricas Fortaleza
Segundo o relatório final, 100% dos participantes relataram aumento no lucro líquido diário e na produtividade. (Foto: Beatriz Bley)

O projeto de aperfeiçoamento de bicicletas elétricas para delivery em Fortaleza encerrou a fase de testes com resultados positivos em desempenho técnico e impacto social. Segundo o relatório final, todos os entregadores participantes aumentaram o lucro líquido diário e a produtividade, enquanto os registros de GPS confirmaram deslocamentos acima de 100 km com uma única carga de bateria.

Testes apontam ganho de renda e produtividade

Durante a fase de testes, foram percorridos 8.842 km e realizadas 3.350 entregas, com média de 12,4 atendimentos por dia por participante. O dado central do relatório é que 100% dos entregadores relataram aumento direto no lucro líquido diário e na produtividade após o uso da assistência elétrica.

Projeto foi testado em operação real

A iniciativa foi desenvolvida por meio de um Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) firmado entre a Serttel e a Citinova, fundação de inovação de Fortaleza. O modelo permitiu que os protótipos fossem avaliados em contexto real de trabalho, com foco em acessibilidade, eficiência e aplicação prática na logística urbana.

Autonomia ampliou o raio de atendimento

Os registros automatizados de GPS detectaram deslocamentos diários acima de 80 km, com picos superiores a 100 km em uma única carga. Esse desempenho permitiu que todos os participantes ampliassem a área de atuação, alcançando novas regiões da cidade e conectando bairros periféricos a zonas com maior demanda por entregas.

Avaliação técnica teve alta aprovação

O protótipo recebeu média entre 4,7 e 4,9, em escala de 5, em itens como autonomia da bateria, estabilidade e desempenho do motor. O resultado reforça a viabilidade do equipamento para uso contínuo em jornadas urbanas de delivery.

Projeto também reduziu desgaste físico

Além do ganho operacional, o relatório aponta melhora na qualidade de vida dos participantes. Todos relataram redução de dores em áreas como lombar, joelhos e ombros, e 80% disseram que o cansaço ao fim do expediente foi muito menor. A maioria dos entregadores vive em bairros de maior vulnerabilidade socioeconômica, como Pirambu, Álvaro Weyne, Jardim Guanabara, Autran Nunes e Barra do Ceará.

Resultado combina inclusão e desempenho

O ganho de produtividade veio acompanhado de menor esforço físico, o que reforça o caráter social da proposta. Na prática, o projeto mostrou que a ampliação da capacidade de trabalho não precisou vir com maior desgaste corporal.

Solução também mira mobilidade mais limpa

O protótipo se insere na lógica de transição energética ao oferecer um modal de baixo consumo, sem emissão direta de poluentes e com menor impacto sobre o ruído e o tráfego urbano. Com isso, a solução combina eficiência operacional com potencial de uso em políticas de mobilidade e logística sustentável.

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