Ceará
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O custo dos produtos da cesta básica comercializados na Ceasa-CE caiu 11,16% no acumulado de 12 meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, de acordo com o Índice de Preços da Ceasa-CE (IPCE).
No comparativo entre janeiro e fevereiro de 2026, porém, o setor registrou alta de 4,11%, sinalizando pressão de preços no curto prazo.
Entre os itens que mais pressionaram a cesta básica em fevereiro estão:
Na outra ponta, alguns produtos ajudaram a conter a alta:
O setor de Frutas teve a maior alta no acumulado anual, com +33,06%. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o avanço foi de +8,36%.
As maiores altas do mês no segmento foram:
As principais quedas foram:
O segmento de Folha, Flor e Haste acumulou alta anual de 32,83% e avançou 5,13% no recorte mensal.
Subiram em fevereiro:
A couve-flor recuou 2,67%.
Já o setor de Hortaliças Fruto teve alta anual de 6,50% e registrou o maior avanço mensal do levantamento: +15,64%.
Os principais aumentos foram:
A principal queda do segmento foi a do pimentão verde, com -13,54%.
O setor de Raiz, Bulbo e Rizoma caiu 3,81% no acumulado de 12 meses. Entre janeiro e fevereiro, houve recuo de 2,40%.
As quedas do mês incluíram:
Entre as altas, apareceram:
Para Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE, a alta do tomate cajá e do feijão verde está ligada à redução da oferta, afetada por fatores climáticos e pela entressafra em parte das regiões produtoras.
No caso do caju, ele afirma que o avanço dos preços acompanha o fim da safra e o aumento da procura. Já as quedas do abacate e do pimentão verde refletem maior oferta no mercado, com intensificação da colheita e aumento do volume disponível.