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Ceará registra queda de 43% em mortes de pessoas LGBTI+ e se torna referência nacional

Criação de secretaria e delegacia especializada, além de monitoramento de dados, são apontados como fatores para a redução histórica dos crimes.
LGBTI+ Ceará
A queda é resultado de políticas integradas, como a criação da Secretaria da Diversidade e de uma delegacia especializada. (Foto: Casa Civil)

O Ceará alcançou uma redução de 43% nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) contra a população LGBTI+ em 2025, quando comparado ao ano de 2023. Foram 26 crimes em 2025, contra 46 registrados em 2023, consolidando o estado como uma referência nacional em políticas públicas de proteção para essa população.

Os avanços são resultado de uma atuação articulada entre a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS), a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e a Secretaria da Diversidade (Sediv). A criação da Sediv e da Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin) em 2023 foi um marco para a qualificação dos dados e o combate à subnotificação.

Dados que salvam vidas

A gestão implementou o Observatório dos Crimes por LGBTfobia e um painel dinâmico de monitoramento, além de uma portaria que trata os crimes violentos contra a população LGBTI+ como crimes de ódio. Para Mitchelle Meira, da Sediv, os dados mostram que enfrentar a LGBTfobia com seriedade salva vidas. “Quando o Estado rompe com o apagamento histórico dessas violências, combate à subnotificação e atua de forma preventiva, ele protege quem historicamente foi invisibilizado”, afirma.

O modelo de gestão cearense, que integra ações de cidadania, proteção e promoção de direitos, transforma dados em prevenção e reafirma que visibilidade e investimento institucional são fundamentais.

Resumo da estratégia

  • Resultado: Redução de 43% nos crimes de morte contra pessoas LGBTI+ entre 2023 e 2025.
  • Números: Queda de 46 CVLIs (2023) para 26 CVLIs (2025).
  • Ações Estruturantes:
    • Criação da Secretaria da Diversidade (Sediv).
    • Implantação da Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin).
    • Criação de um observatório e painel de monitoramento de dados.
  • Metodologia: Tratamento dos casos como crimes de ódio e combate à subnotificação.
  • Conclusão: O investimento em políticas públicas integradas e baseadas em dados se mostrou eficaz para salvar vidas.

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