Economia
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O ritmo de crescimento do número de consumidores inadimplentes no Ceará apresentou uma forte desaceleração no início de 2026. Segundo a edição de fevereiro do Radar do Varejo Cearense, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), o total de negativados avançou 4,4% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025. O número representa uma melhora significativa frente ao dado de dezembro, que havia registrado uma alta de 11,5%.
Apesar da perda de fôlego no crescimento, o número de endividados continua subindo. O valor médio devido por negativado no Ceará chegou a R$ 4.517. “O primeiro dado do ano mostra que o número de negativados ainda cresce, mas com desaceleração. Esse indicador é crucial para o desempenho das vendas do comércio”, afirmou Freitas Cordeiro, presidente da FCDL-CE.
O estudo revela que a maior parte das dívidas é antiga: 33,8% dos consumidores acumulam atrasos de um a três anos. O setor bancário é o principal credor, responsável por 59,6% das pendências. Outro dado que chama a atenção é a alta taxa de reincidência: 91% dos negativados em janeiro já possuíam restrições de crédito nos 12 meses anteriores, mostrando a dificuldade das famílias em sair do endividamento.
O mercado de trabalho cearense também mostrou um ritmo mais moderado, mas ainda positivo. O estado encerrou 2025 com um saldo de 49,2 mil vagas formais criadas. O estoque total de empregos formais alcançou 1,46 milhão, um crescimento de 3,5% em relação a 2024.