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Levantamento aponta 65 bairros de Fortaleza em alerta para dengue; Parreão tem maior risco

Primeiro LIRAa de 2026 vistoriou 49 mil imóveis e mostra que 1,22% continham focos do mosquito.
Redução dengue Fortaleza
Ações de combate serão intensificadas. (Foto: Prefeitura de Fortaleza)

O primeiro Levantamento de Índices Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), colocou 65 bairros de Fortaleza em situação de alerta para a transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. A pesquisa, realizada entre 12 e 23 de janeiro, vistoriou 49 mil imóveis e encontrou focos do mosquito em 1,22% deles.

O bairro Parreão foi o único a registrar um índice acima de 4%, sendo classificado como área de alto risco. Outros 55 bairros apresentaram índices satisfatórios (abaixo de 1%).

Ações direcionadas

Com base nos resultados, as equipes de combate às endemias intensificarão as ações de controle, como mutirões de limpeza, vistorias e campanhas educativas, especialmente nas áreas de maior risco. O LIRAa funciona como um mapa que orienta o poder público a agir de forma mais eficiente.

O coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro, destaca que a informação qualificada é a base para uma resposta rápida. “Com a chegada da quadra chuvosa, esse trabalho se torna ainda mais estratégico, e reforçamos que a participação da população é fundamental”, explica.

Balanço de casos

Em 2026, até o momento, foram confirmados oito casos de dengue e um de chikungunya em Fortaleza. Em todo o ano de 2025, foram 466 casos confirmados das duas doenças somadas.

Resumo do levantamento

  • Índice Geral: 1,22% dos imóveis vistoriados apresentaram focos do mosquito.
  • Classificação dos Bairros:
    • Alto Risco (>4%): 1 bairro (Parreão).
    • Alerta (1% a 4%): 65 bairros.
    • Satisfatório (<1%): 55 bairros.
  • Próximos Passos: Intensificação das ações de controle, como visitas e mutirões de limpeza, nas áreas mais críticas.
  • Recomendação: A população deve continuar eliminando recipientes com água parada e permitir o acesso dos agentes de endemias aos imóveis.

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