Economia
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O motorista fortalezense vive um paradoxo econômico. Dados recentes revelam que, nos últimos três anos, o preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras caiu 22%, saindo de R$ 3,31 (jan/2023) para R$ 2,57 (jan/2026). No entanto, essa redução não chegou às bombas da Capital: no mesmo período, o valor pago pelo consumidor subiu 16%.
O levantamento, baseado em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mostra que o preço médio do litro em Fortaleza saltou de R$ 5,59 para R$ 6,52. Na prática, completar um tanque de 50 litros, que custava cerca de R$ 279, hoje sai por R$ 326 — um peso extra de R$ 47 no orçamento familiar.
Essa disparidade coloca o Estado em uma posição desconfortável. O Ceará possui atualmente a gasolina mais cara do Nordeste e a décima mais cara de todo o Brasil. A média nacional está em R$ 6,33.
Mesmo com a Petrobras aplicando uma nova redução de R$ 0,14 no fim de janeiro deste ano, o repasse para a ponta final da cadeia segue lento ou inexistente, mantendo a pressão inflacionária sobre o transporte local.