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O que será do trabalho na era da Inteligência Artificial? Essa é uma das perguntas centrais da exposição “O Futuro das Profissões”, que acaba de desembarcar em Fortaleza. Desenvolvida pelo SESI Lab, a mostra itinerante foi inaugurada nesta terça-feira (03) no Museu da Indústria e abre oficialmente para o público geral nesta quarta (04).
Após passar por capitais como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, atraindo mais de 170 mil pessoas, a iniciativa chega ao Ceará em um momento estratégico. Segundo Ricardo Cavalcante, presidente da FIEC, a exposição convida a um exercício fundamental de adaptação. “Mais do que perguntar quais profissões existirão, precisamos refletir sobre quais capacidades permitirão às pessoas aprender continuamente”, destacou.
A mostra foge do óbvio. Em vez de uma linha do tempo tradicional, ela aposta em um formato não linear e interativo. Recursos audiovisuais, jogos e um “quiz vocacional futurista” provocam o visitante a pensar sobre suas habilidades em um mundo em constante reinvenção.
“Começamos com o presente, mostrando pessoas que assumiram novas funções. Depois, vamos para o ‘futuro do pretérito’, com filmes que tentaram prever o amanhã. Por fim, o visitante responde a um quiz e recebe opções de profissões do futuro”, explica Luis Carlos Sabadia, gestor do museu.
O público-alvo principal são os estudantes que estão prestes a ingressar no mercado. Paulo Mól, diretor superintendente nacional do SESI, reforçou que o medo da tecnologia deve dar lugar à parceria. “Com a IA, muitas profissões serão alteradas. O importante é pensar: quais competências preciso desenvolver para me manter empregável?”, provocou.
Para marcar esse diálogo, alunos da Escola SESI Centro participaram de uma dinâmica especial: escreveram suas expectativas de vida e carreira em cartas que foram depositadas em uma cápsula do tempo. O material será aberto apenas em 2031, permitindo que, no futuro, esses jovens revisitem seus sonhos de hoje.