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Procon revela variação de até 481% no preço de material escolar em Fortaleza

Mochila lidera a lista de maiores diferenças de preço, podendo custar de R$ 47 a R$ 276.
Procon material escolar Fortaleza
O órgão também fiscaliza listas com itens abusivos solicitados pelas escolas. (Foto: Prefeitura de Fortaleza)

A compra do material escolar para o ano letivo de 2026 exige atenção redobrada dos pais e responsáveis em Fortaleza. Uma nova pesquisa divulgada pelo Procon municipal nesta quinta-feira (15) revela que a diferença de preço de um mesmo item pode chegar a incríveis 481,72%.

O levantamento, realizado em oito grandes papelarias e livrarias da capital, analisou 49 produtos e acende um alerta para a importância de pesquisar antes de comprar. A grande vilã da lista é a mochila, que pode ser encontrada por R$ 47,60 em um estabelecimento e por R$ 276,90 em outro.

“A pesquisa é um instrumento de educação para o consumo. Queremos que os pais comparem e escolham de acordo com sua preferência e orçamento. Isso força o mercado a ser mais competitivo”, afirma Wellington Sabóia, presidente do Procon Fortaleza.

A mochila não foi o único item com grande disparidade de preços. Veja a lista dos produtos com as maiores variações encontradas pelo Procon:

Maiores Variações de Preço – Material Escolar 2026

Produto

Menor Preço

Maior Preço

Variação

Mochila para costas

R$ 47,60

R$ 276,90

481,72%

Caderno 96 folhas

R$ 6,49

R$ 26,50

308,32%

Apontador com coletor

R$ 0,70

R$ 2,70

285,71%

Tela pintura (20cmx30cm)

R$ 12,45

R$ 33,26

167,15%

Borracha 40 (branca)

R$ 0,45

R$ 1,20

166,67%

Caneta neotip 0.7

R$ 1,50

R$ 3,50

133,33%

Caderno de desenho

R$ 10,20

R$ 20,88

104,71%

Lápis de cor – 12 cores

R$ 7,35

R$ 14,41

96,05%

Tesoura sem ponta

R$ 14,50

R$ 26,94

85,79%

Lápis preto/grafite n° 02

R$ 0,70

R$ 1,20

71,43%

Operação Material Escolar: o que a escola não pode exigir

Além de fiscalizar os preços, o Procon Fortaleza está nas ruas com a “Operação Material Escolar” para coibir listas de material abusivas. A Lei Federal nº 12.886/2013 é clara: as escolas só podem solicitar itens de uso individual do aluno e com finalidade pedagógica.

Itens de uso coletivo, como produtos de limpeza, copos descartáveis e papel higiênico, não podem ser exigidos. O Procon já encontrou e autuou instituições que pediam na lista itens como desinfetante, sacos plásticos, rodos, álcool e até baldes de praia.

Outra prática abusiva e ilegal é a retenção da transferência de alunos com débitos financeiros. A escola pode negar a rematrícula, mas nunca impedir que o estudante seja transferido para outra instituição.

Direitos e dicas para economizar

  • Reaproveite: Antes de ir às compras, verifique o que sobrou do ano anterior. Livros, mochilas e estojos em bom estado podem ser reutilizados.
  • Troque: Organize bazares de troca com amigos e vizinhos. É uma ótima forma de conseguir livros e materiais em bom estado sem gastar.
  • Pesquise em Sebos: Livros didáticos costumam ser muito mais baratos em sebos, inclusive os online.
  • Compre em Grupo: Algumas lojas oferecem descontos para compras em grandes quantidades. Junte-se a outros pais para negociar um preço melhor.
  • Exigências da Escola: A escola não pode exigir a compra do material em um local específico, a não ser que seja um produto exclusivo (como apostilas próprias) sem venda em outro lugar. Fique atento também à quantidade de papel: a escola só pode pedir uma resma por aluno.
  • Denuncie: Caso encontre irregularidades, denuncie ao Procon pelo telefone 151.

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