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Uma teia complexa que conecta a radicalização ideológica no Oriente Médio, o narcotráfico na América Latina e a porosa fronteira entre Brasil e Paraguai. Essa é a premissa do documentário “Pacto Invisível”, uma produção da produtora brasileira Luz em Ação que estreia no dia 23 de janeiro, às 18h, em seu canal no YouTube. A obra parte de uma história real para investigar como conflitos geopolíticos distantes impactam diretamente a segurança da nossa região.
A narrativa segue a trajetória de um homem que, após se envolver com um grupo radical no Líbano, acaba mergulhado em redes de narcotráfico na Colômbia e na Venezuela. O filme, dirigido por Marcelo Enns, detalha como organizações extremistas, como o Hezbollah, passaram a utilizar as rotas do tráfico sul-americano como fonte alternativa de financiamento.
Segundo a investigação apresentada no documentário, as sanções internacionais impostas ao Irã reconfiguraram os fluxos de dinheiro destinados a grupos aliados. Nesse cenário, o Hezbollah teria diversificado suas fontes de recursos, estabelecendo parcerias estratégicas com redes criminosas na América Latina para garantir sua capacidade de atuação.
A produção aponta a Venezuela como um hub estratégico para essa conexão, utilizando a fragilidade institucional do país para consolidar relações políticas, econômicas e logísticas que se estendem por todo o continente.
O ponto de virada da narrativa acontece na fronteira entre Brasil e Paraguai, uma região historicamente marcada pela atuação de organizações criminosas transnacionais. É nesse cenário que o protagonista da história vive um episódio decisivo, que o leva a reavaliar sua trajetória.
Com uma abordagem sóbria e investigativa, “Pacto Invisível” evita o sensacionalismo para focar nas consequências humanas e sociais dessa complexa rede. O documentário conta com a análise de especialistas renomados em terrorismo e segurança internacional, como Dr. Emanuele Ottolenghi e Joseph Humire, que ajudam a decifrar as camadas desse pacto silencioso que ameaça a estabilidade regional.